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Monstros coreanos, cinema ‘queer’ e críticas a Trump: o que marcou Cannes

Monstros coreanos, cinema ‘queer’ e críticas a Trump: o que marcou Cannes

Críticas a Donald Trump, romances “queer”, lágrimas de Vin Diesel e um explosivo blockbuster sul-coreano com monstros. O Festival de Cannes, que termina neste sábado (23), esteve carregado de política, glamour e uma presença muito mais discreta de Hollywood.


Investidas contra Trump

O maior festival cinematográfico mundial sempre esteve carregado de política, e este ano não foi diferente.


O ator espanhol Javier Bardem denunciou o “comportamento masculino tóxico” de líderes como Donald Trump, Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu, que causa “milhares de mortes”.


“Os chefões dizendo: ‘meu pênis é maior que o seu e vou te bombardear até acabar com você'”, disparou o protagonista de “El Ser Querido”, em competição pela Palma de Ouro.




Seu compatriota, o diretor Pedro Almodóvar, também criticou os líderes dos Estados Unidos, Rússia e Israel.


Durante a coletiva de imprensa de “Natal Amargo”, o cineasta, que usava um broche com a frase “Free Palestine”, os chamou de “monstros”.


“Hope” agita a Croisette

Com os grandes estúdios de Hollywood praticamente ausentes nesta edição, a Coreia do Sul roubou a cena com “Hope”, o ambicioso blockbuster de Na Hong Jin, considerado o filme mais caro da história do cinema sul-coreano.


O filme apresenta, durante 2 horas e 40 minutos, uma vertiginosa perseguição entre humanos e criaturas misteriosas.


O orçamento, de cerca de 30 milhões de dólares (cerca de 150,4 milhões de reais), reflete o auge da indústria cinematográfica sul-coreana, que deu origem a “Parasita”, Palma de Ouro de 2019, e ao sucesso mundial de “Round 6” na Netflix.


Cinema “queer”

As narrativas “queer” ocuparam um lugar central em Cannes neste ano.


Um dos títulos mais comentados foi “La Bola Negra”, de Javier Ambrossi e Javier Calvo, centrada em personagens homossexuais em diferentes épocas da história recente da Espanha.


A tendência também apareceu em “Nagi Notes”, do japonês Koji Fukada, ou em “The man I love”, do americano Ira Sachs, ambientado em Nova York no fim dos anos 80, em pleno auge da epidemia de aids.


Da mesma forma, o belga Lukas Dhont apresentou em “Coward” uma história de amor homossexual nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.


IA: Uma batalha perdida?

Ameaça para o cinema ou revolução inevitável? A inteligência artificial esteve onipresente em Cannes.


Lutar contra a IA é uma “batalha perdida”, afirmou a atriz americana Demi Moore, membro do júri desta edição.


O debate também chegou pelas mãos de Peter Jackson, responsável pela saga de “O Senhor dos Anéis”, que afirmou que, embora a IA “vá destruir o mundo”, seu uso no cinema “não o desagrada”.


Onze dias de glamour

Se o Oscar ou o Met Gala duram apenas uma noite, Cannes joga em outra liga: onze dias consecutivos de tapetes vermelhos, estreias e desfiles de alta-costura na Riviera Francesa.


Demi Moore se consagrou como a rainha do festival, segundo a bíblia da moda, a Vogue. Após exibir um vestido sereia de Jacquemus e um modelo lavanda da Gucci, a atriz colocou a cereja no bolo com um vestido rosa arrematado por um laço gigante, assinado por Matières Fécales.


A supermodelo Bella Hadid também chamou a atenção com um vestido branco da Schiaparelli inspirado em Jane Birkin.


Palma de Ouro honorária para John Travolta

John Travolta estreou como diretor com “Aventura Nas Alturas”, um projeto muito pessoal inspirado na lembrança de seu primeiro voo de avião, quando tinha oito anos.


Mas o momento mais memorável aconteceu fora da tela: o protagonista de “Grease” e “Pulp Fiction” recebeu de surpresa uma Palma de Ouro honorária pelo conjunto de sua carreira. “Não posso acreditar, isso é mais do que um Oscar!”, exclamou emocionado o ator de 72 anos.


Homenagem de Vin Diesel a Paul Walker

Vin Diesel protagonizou um dos momentos mais emocionantes do festival durante a celebração dos 25 anos de “Velozes e Furiosos”.


O ator desfilou pelo tapete vermelho ao lado de Michelle Rodriguez, Jordana Brewster e Meadow Walker, filha de Paul Walker, que morreu em 2013 em um acidente de carro.


Visivelmente comovido, Diesel desabou ao falar de Walker, a quem descreveu durante anos como seu “irmão”.

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