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Entregas da aviação geral crescem 19%

Entregas da aviação geral crescem 19%

Relatório da GAMA mostra avanço nos jatos de negócios, queda nos turboélices e liderança da Gulfstream em faturamento no primeiro trimestre

A aviação geral iniciou 2026 com crescimento moderado em volume, mas com avanço mais forte em valor, impulsionada sobretudo pelo desempenho dos jatos executivos. Segundo o relatório do primeiro trimestre da GAMA (General Aviation Manufacturers Association), os fabricantes entregaram 667 aviões entre janeiro e março, alta de 6,4% frente ao mesmo período de 2025. O valor reportado das entregas de aviões chegou a US$ 6,065 bilhões, avanço de 19,1%.

O movimento foi desigual entre os segmentos. As entregas de aviões a pistão subiram 6,4%, para 381 unidades, enquanto os turboélices recuaram 3,1%, somando 124 aeronaves. O principal vetor de expansão veio dos jatos, que avançaram 14,9%, para 162 unidades no trimestre.

A leitura operacional do relatório indica que o mercado segue mais forte nos produtos de maior valor agregado. A expansão dos billings acima do crescimento em unidades sugere maior peso relativo das aeronaves de cabine média, supermédia e grande, além de entregas concentradas em fabricantes com portfólios de maior preço unitário.

Gulfstream lidera em valor

Entre os fabricantes, a Gulfstream apresentou o maior valor reportado de entregas no trimestre: US$ 2,48 bilhões, com 38 aeronaves. O total inclui sete unidades do G280 e 31 das famílias G500, G600, G700 e G800. O desempenho coloca no topo do recorte por faturamento, refletindo a concentração em jatos de cabine larga e longo alcance.

A Bombardier aparece em seguida, com 24 entregas e US$ 1,151 bilhão em billings. Reportando catorze aviões da família Challenger, além de dez da linha Global. O mix confirma a relevância dos jatos de maior porte para a composição do valor total do trimestre.

A Textron Aviation liderou em volume entre os fabricantes destacados, sustentada por um portfólio que atende a quase todos os segmentos da aviação geral e de negócios. Com 156 aeronaves entregues e US$ 955,63 milhões em valor combinado, o resultado inclui monomotores Cessna, aeronaves Pipistrel, turboélices Caravan, King Air e SkyCourier, além da família de jatos Citation. No segmento a jato, foram 37 unidades, distribuídas entre os modelos Citation M2 Gen2, CJ3 Gen2, CJ4 Gen2, Ascend, Latitude e Longitude.

Embraer supera US$ 500 milhões

A Embraer registrou 29 entregas no primeiro trimestre, todas no segmento de jatos entre leves e super médios, com valor reportado de US$ 504,705 milhões. O volume foi composto por um Phenom 100EX, quinze Phenom 300E, nove Praetor 500 e quatro Praetor 600.

O resultado mantém a Embraer entre os principais nomes do trimestre no recorte de aviação de negócios, com presença simultânea nos segmentos de jatos leves e médios. O Phenom 300E respondeu por mais da metade das entregas da empresa no período, enquanto os Praetor somaram treze unidades.

O mercado de turboélices

A Pilatus reportou 24 aeronaves entregues, com US$ 225,78 milhões em billings. O total foi dividido entre quinze PC-12, turboélice utilitário de cabine pressurizada, e nove PC-24, jato executivo leve com proposta operacional voltada a pistas mais restritivas.

A Daher somou treze entregas e US$ 70,34 milhões. O volume incluiu um Kodiak 100, dois Kodiak 900, um TBM 960 e nove TBM 980. O resultado mostra predominância da linha TBM, responsável por dez das treze entreguas do trimestre.

A Dassault Aviation não reportou entregas civis no período dentro da tabela da GAMA. O relatório lista zero unidade e US$ 0 em billings no primeiro trimestre de 2026. Ainda que o grande destaque do perído tenha sido o roll-out do Falcon 10X, em março.

Helicópteros recuam em unidades, mas sobem em valor

No segmento de asas rotativas, o quadro foi diferente. As entregas de helicópteros civis somaram 168 unidades, queda de 10,2% frente ao primeiro trimestre de 2025. Os helicópteros a pistão caíram de 54 para 47 unidades, enquanto os modelos a turbina recuaram 9%, para 121 unidades.

Apesar da queda em volume, o valor das entregas de helicópteros civis e comerciais subiu 2,5%, para US$ 788,48 milhões. A combinação indica menor volume físico, mas com mix mais favorável em valor unitário.

No agregado de aviões e helicópteros civis, o GAMA contabilizou 877 aeronaves entregues no primeiro trimestre de 2026, com US$ 6,854 bilhões em billings. O resultado reforça a assimetria do mercado, com crescimento concentrado em aviões de cabine larga, avanço expressivo em valor e pressão ainda presente no segmento de helicópteros.

No balanço do primeiro trimestre a liderança em valor ficou com a Gulfstream, com US$ 2,48 bilhões e 38 aeronaves. Em seguida vieram Bombardier, com US$ 1,151 bilhão e 24 unidades; Textron, com US$ 955,63 milhões e 156 unidades; Embraer, com US$ 504,705 milhões e 29 unidades; Pilatus, com US$ 225,78 milhões e 24 aviões; Daher, com US$ 70,34 milhões e treze aeronaves; e Dassault, sem entregas reportadas no trimestre.

Porém, em volume, a Textron lidera com 156 unidades, seguida por Gulfstream, com 38; Embraer, com 29; Bombardier e Pilatus, empatadas com 24; Daher, com treze. Essa diferença entre ranking por unidades e por valor evidencia a influência do mix de produtos no desempenho financeiro reportado pela GAMA.





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