24/6/2026 – Com o objetivo de mapear o cenário internacional de vendas e orientar com precisão as estratégias de promoção de turistas internacionais, a Embratur acaba de lançar um estudo focado na comercialização do país no exterior. Estruturada e conduzida integralmente pela agência, a pesquisa “Brasil no Mercado Internacional de Viagens: percepções de operadores e agentes turismo internacionais” ouviu mais de 350 operadores de 85 países em todos os continentes para entender como o Brasil é comercializado, os desafios e apoios solicitados pelos operadores e o grau de interesse de seus clientes pelo país.
A pesquisa foi divulgada na edição de junho do boletim de inteligência Dadosfera, publicado a cada dois meses pela Embratur e disponível no site da Agência, no, e na plataforma Desbrava. O principal indicativo revelado pela pesquisa é o forte magnetismo exercido pelo Brasil no exterior. O país é buscado frequentemente por mais da metade dos clientes dos respondentes, incluindo os que ainda não comercializam destinos brasileiros.
Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, os indicadores comprovam o acerto no uso da inteligência de dados. “A principal mensagem que o mercado nos mandou com essa pesquisa é uma só: o mundo quer o Brasil. A demanda existe e é fortíssima. O nosso trabalho agora, com esses dados em mãos, é desatar esses nós comerciais. Nós vamos colocar o Brasil na prateleira de forma fácil, competitiva e rentável para quem está lá na ponta vendendo”, avalia.
Interesse e oportunidades
Os dados mostram que 79% dos operadores e agentes internacionais que participaram do levantamento já possuem destinos brasileiros em seus portfólios comerciais, oferecendo, em média, seis localidades diferentes aos seus clientes. Segundo a pesquisa, 94% desses clientes demonstram interesse imediato quando o destino Brasil lhes é oferecido como opção. De forma orgânica, seis em cada 10 clientes buscam ativamente o país com frequência em suas agências.
No ranking de popularidade no exterior, o Rio de Janeiro lidera isoladamente, sendo vendido por 94% das agências respondentes, seguido por São Paulo (64%), Bahia (58%), Paraná (48%), Ceará (43%) e Pernambuco (40%).
Outro dado de alto impacto revelado pelo estudo foi o cruzamento do nível de interesse dos clientes com a oferta real das prateleiras estrangeiras, indicando oportunidades claras de negócios. Há destinos onde se apurou que o interesse dos clientes supera a comercialização pelas operadoras/agências, demonstrando a existência de oportunidades de crescimento.
O mapeamento também sinalizou o potencial de expansão dos negócios. Entre os 21% de operadores que relataram não vender o destino Brasil atualmente, 60% afirmaram que pretendem incluir o país em suas prateleiras no futuro. Mesmo neste nicho não explorado, dois em cada dez clientes buscam ativamente pelo Brasil
Inteligência a Serviço do Turismo
Outros indicadores, recortes qualitativos e regionais estão disponíveis no painel interativo “Brasil no Mercado Internacional de Viagens: percepções de operadores e agentes de turismo internacionais”. Interessados também podem acessar os dados via app da Desbrava, gratuito para Android e Apple.
