Entre março, início da temporada de pesca, e junho, foram realizados 61 voos (Divulgação)

A conexão aérea entre Corumbá (MS) e Campinas (SP), operada pela Azul Linhas Aéreas, foi ampliada até 30 de novembro, com quatro voos semanais. A operação, que inicialmente estava prevista para terminar em 4 de outubro, atende à forte demanda de passageiros em viagens de turismo e negócios e ganha importância especialmente para o turismo de pesca no Pantanal.

A manutenção do serviço evita a interrupção da principal ligação aérea regular da cidade justamente durante parte da temporada de pesca esportiva, que termina em 5 de novembro, quando começa o período de defeso, conhecido como piracema.

Mais de 12 mil passageiros no primeiro semestre

Entre março, início da temporada de pesca, e junho, foram realizados 61 voos, com 6.318 embarques e 6.264 desembarques, totalizando 12.582 passageiros.

As operações são realizadas com aeronaves Embraer E195-E2, com capacidade para 136 passageiros. A rota apresentou índice médio de ocupação considerado elevado para uma operação regional. Em abril, por exemplo, o aproveitamento chegou a aproximadamente 83%.

Os números reforçam a importância da conexão para o turismo de Corumbá e para o deslocamento de moradores da região.

São Paulo é principal mercado emissor

Pesquisa realizada pelo Observatório de Turismo do Pantanal (OTP) com passageiros dos voos da Azul no Aeroporto Internacional de Corumbá mostrou a forte relação da rota com a atividade turística. 64,71% dos entrevistados eram visitantes, sendo a maioria formada por turistas interessados na pesca esportiva.

Viagens relacionadas a negócios e trabalho apareceram na sequência entre os principais motivos de deslocamento.

Entre os estados de origem dos visitantes entrevistados, São Paulo lidera, com 36%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 17,17%, e Minas Gerais, com 13,64%. Também aparecem entre os principais mercados emissores Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal e Paraná.

Para o prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, os dados confirmam a importância da ligação aérea para o desenvolvimento turístico e econômico do município.

“Os dados demonstram a importância da rota para a atividade turística, reforçando a posição de Corumbá como um dos principais destinos brasileiros associados à pesca esportiva e ao turismo de natureza, além de evidenciarem a importância da cidade fronteiriça como polo regional de negócios e serviços”, afirmou.

Conectividade amplia acesso ao Pantanal

Além de facilitar a chegada de turistas, a ligação com Campinas permite conectar Corumbá à ampla malha aérea do Aeroporto Internacional de Viracopos, ampliando as possibilidades de acesso ao Pantanal Sul para viajantes de diferentes regiões do país.

Para a Prefeitura de Corumbá, a manutenção da rota é estratégica para consolidar o município como destino turístico e fortalecer a integração com os principais mercados emissores nacionais.

A conectividade também beneficia diretamente a cadeia produtiva do turismo, formada por hotéis, pousadas, barcos-hotéis, agências de viagens, restaurantes, transportadores, guias, atrativos e outros empreendimentos.

Rota também atende moradores

A pesquisa do Observatório de Turismo do Pantanal aponta ainda que a conexão não é utilizada exclusivamente por visitantes. Entre os moradores entrevistados, 51,85% indicaram São Paulo como principal destino, enquanto o Rio de Janeiro apareceu com 21,30%.

Na relação por cidades, São Paulo foi citada por 42,59% dos entrevistados, seguida pelo Rio de Janeiro, com 20,37%, e Campinas, com 6,48%.

Segundo o levantamento, os deslocamentos dos moradores estão relacionados a diferentes necessidades, incluindo trabalho, negócios, lazer, estudos e visitas familiares.

A Fundação de Turismo do Pantanal destaca que a continuidade da operação contribui para melhorar a logística de acesso ao Pantanal Sul, estimular a chegada de novos visitantes e fortalecer a economia turística local. A conexão com Viracopos também amplia as alternativas de deslocamento para Corumbá a partir de outros mercados brasileiros.