Ôguen e R2 Wireless lançam serviço anti-drone por assinatura em São Paulo. Sistema já registrou mais de 1.200 detecções por radiofrequência
As empresas Ôguen Tecnologias e a R2 Wireless iniciaram a oferta comercial do ADaaS (Anti-Drone as a Service), serviço de monitoramento e detecção de drones baseado em assinatura.
A operação, em funcionamento desde maio em uma região da zona sul de São Paulo, já contabilizou mais de 1.200 detecções, incluindo ocorrências classificadas pelas empresas como uso irregular de drones.
O modelo permite que organizações públicas e privadas contratem monitoramento contínuo do espaço aéreo sem a necessidade de instalar e manter uma infraestrutura própria de detecção. A proposta é ampliar o acesso a sistemas de segurança contra drones e permitir a expansão da cobertura conforme a área contratada.
Detecção por radiofrequência
O sistema utiliza monitoramento passivo de radiofrequência (RF), sem emissão de sinais ou interferência nas comunicações. A tecnologia analisa a camada física das transmissões de RF para identificar sinais associados a diferentes tipos de drones.
Segundo as empresas, a abordagem permite detectar drones comerciais, aeronaves modificadas, modelos FPV, plataformas DIY (do it yourself), sistemas anonimizados e dispositivos com sinais classificados como spoofed. A tecnologia também foi desenvolvida para lidar com futuras arquiteturas de drones.
O alcance informado para detecção é de aproximadamente 3 km. A localização da aeronave é determinada por triangulação, enquanto os alertas são gerados em aproximadamente um segundo após a identificação do sinal.
Aplicação em áreas urbanas
O ADaaS é utilizado por clientes privados que acompanham as ocorrências em tempo real por meio de relatórios e mapas de calor da área monitorada. A expansão da operação para outras regiões de São Paulo está prevista para até setembro.
A meta anunciada pelas empresas é ampliar gradualmente a cobertura até alcançar o centro expandido da capital paulista em abril de 2027.
A R2 Wireless disse que a operação baseada na análise do sinal de RF permite identificar plataformas que não dependem necessariamente de protocolos ou assinaturas previamente conhecidos.
Conformidade regulatória
Segundo as empresas, o sistema foi desenvolvido para operar de acordo com as normas brasileiras aplicáveis, incluindo regulamentações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
A solução não realiza interferência em redes de telecomunicações, operações da aviação comercial ou comunicações de usuários. As empresas acrescentaram que a plataforma não coleta, interpreta ou armazena dados pessoais, mantendo a operação alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
