Região movimentou 37,3 milhões de passageiros em junho, queda de 2,3% na comparação anual; primeiro semestre ainda acumula crescimento de 3,4%
O tráfego aéreo de passageiros na América Latina e no Caribe registrou em junho a primeira queda mensal na comparação anual desde 2021. Ao todo, 37,3 milhões de passageiros viajaram em voos dentro, de ou para a região, redução de 2,3% frente ao mesmo mês de 2025.
A retração representa 893 mil passageiros a menos e atingiu todos os segmentos. O mercado doméstico caiu 2,0%, enquanto o tráfego internacional entre países da região recuou 3,0%. Nas ligações internacionais com outros continentes, a redução foi de 2,7%.
Os três maiores mercados latino-americanos, Brasil, México e Colômbia, responderam por cerca de 65% do movimento regional e, juntos, transportaram 517 mil passageiros a menos na comparação anual.
Entre as principais retrações, o mercado mexicano perdeu 293 mil passageiros, queda de 3,0%, concentrada principalmente nos voos internacionais. Na Argentina, a redução chegou a 10,1%, com 238 mil passageiros a menos. Somente no segmento doméstico argentino, o recuo foi de 17%.
Parte das perdas foi compensada por Panamá e República Dominicana. O mercado panamenho avançou 10,9%, acrescentando 187 mil passageiros, enquanto o dominicano cresceu 6,1%, com 99 mil viajantes adicionais.
Demanda cai mesmo com aumento da capacidade
Apesar da redução no movimento, a capacidade das companhias aéreas, medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASK), aumentou 0,9%. A demanda em passageiros-quilômetro transportados (RPK) caiu 1,0%, levando o fator médio de ocupação a 81,6%, redução de 1,6 ponto percentual.
O resultado negativo de junho ainda não reverteu o crescimento acumulado em 2026. No primeiro semestre, América Latina e Caribe movimentaram 242,8 milhões de passageiros, alta de 3,4% sobre igual período de 2025, equivalente a aproximadamente 8 milhões de viajantes adicionais.
