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Chinês é condenado após fotografar bombardeiros B-2 nos EUA

Chinês é condenado após fotografar bombardeiros B-2 nos EUA

Chinês registrou bombardeiros B-2 e estruturas militares nos EUA, foi condenado a seis meses de prisão e será deportado

Um cidadão chinês foi condenado a seis meses de prisão nos Estados Unidos após fotografar bombardeiros B-2 Spirit e estruturas da Base Aérea de Whiteman, no Missouri. O caso ganhou relevância por envolver uma instalação responsável pela operação do mais avançado e sigiloso bombardeiro da força Aérea americana.

Identificado como Qilin Wu, de 35 anos, o homem foi abordado em 2 de dezembro de 2025, depois que militares localizaram uma minivan nas proximidades do perímetro da base. Durante o contato, afirmou que estava no local para observar os B-2 e recebeu a orientação de que não poderia fotografar nem filmar a instalação.

Apesar da advertência, voltou no dia seguinte e foi novamente localizado junto à cerca. Agentes encontraram em seu telefone dezoito fotografias e vídeos de aeronaves, equipamentos militares, portões e outras estruturas da base. Durante a investigação, Wu também admitiu ter registrado aeronaves e instalações militares na Flórida e na Virgínia.

A confissão formal ocorreu em abril, quando se declarou culpado de fotografar uma instalação militar e equipamentos protegidos sem autorização. Após a sentença, foi entregue ao Serviço de Delegados dos Estados Unidos e posteriormente colocado sob custódia migratória. Segundo o Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea, será deportado para a China.

Lei da Era Truman

O processo utilizou uma lei federal associada à Ordem Executiva 10104, assinada em 1950 pelo então presidente Harry Truman. A norma restringe a produção não autorizada de imagens de instalações, aeronaves, armamentos e equipamentos militares designados como sensíveis.

Embora as autoridades tenham destacado o risco representado pelo comportamento repetido, não houve acusação de espionagem. A condenação ficou restrita à obtenção não autorizada de imagens protegidas, conforme os fatos admitidos pelo réu.





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