O influenciador de 43 anos, Diogo Venturieri, chamou atenção nas redes sociais ao se definir “retrossexual”. Segundo ele, que atua como criador de conteúdo adulto, a iniciativa de pautar essa nomenclatura visa expandir o diálogo e reiterar a coexistência de múltiplas perspectivas masculinas.
Ainda segundo Venturieri, o descontentamento vai além da esfera estética e fala também sobre posturas e formas de subjetividade. Ele questiona um modelo que hipervaloriza a imagem e dinâmicas comportamentais que, em sua visão, não contemplam a pluralidade das identidades masculinas contemporâneas.
“Eu comecei a ver muita gente seguindo um estilo muito voltado à estética, com roupas, acessórios e até peças que antes eram mais associadas ao universo feminino. E, de repente, isso virou o normal. Pra mim, não faz sentido”, afirmou.
Conceito
O termo surge como uma reação à estética “metrossexual”, que designa o homem urbano que investe significativamente em sua aparência física, higiene pessoal e estilo de vida. O conceito rompe com estereótipos tradicionais de masculinidade, em que a vaidade masculina deixou de ser vista como um tabu.
Ao mesmo tempo, o “metrossexual” enclausura a existência masculina em um rótulo que se tornou nicho de mercado lucrativo e uma forma de auto expressão aceita nos padrões de estéticas atuais.
Já o termo “retrossexual” descreve o homem que busca inspiração em padrões de masculinidade de outras décadas independente da moda vigente. Esse estilo prioriza a sobriedade e a durabilidade, substituindo o investimento em produtos de beleza sofisticados por uma apresentação mais essencialista.
No âmbito dos costumes, o perfil é marcado pelo interesse em habilidades manuais e rituais clássicos, a exemplo do barbear com navalha e do apreço por itens de mecânica.
Trata-se de uma adesão consciente ao estilo de vida “retrô”, onde o indivíduo utiliza as ferramentas do presente, mas preserva valores de autenticidade e autonomia técnica que definem sua visão de mundo.
