O primeiro Boeing 777-9 de produção realizou voo inaugural nos EUA; Lufthansa segue como cliente de lançamento do programa
O primeiro Boeing 777-9 de produção realizou seu voo inaugural na última quinta-feira (7), a partir da base do fabricante em Everett, nos Estados Unidos, marcando um novo avanço no cronograma do programa 777X.
A aeronave, registrada provisoriamente como BOE128, permaneceu no ar por cerca de três horas, atingiu 39.000 pés de altitude e retornou em seguida, segundo dados da plataforma Flightradar24.
Imagens registradas antes da decolagem mostraram a aeronave ainda com pintura provisória em tom verde, padrão comum em aviões recém-saídos da linha de montagem antes da entrega ao cliente final.
🔴 Lufthansa’s first fully cabin-equipped Boeing 777-9 (N20080), line 1781, completed its 3hr 27min maiden flight as WH128 over Washington and Oregon.#lufthansa#boeing#avgeekpic.twitter.com/1nxkVIJbFn
— Airways Magazine (@airwaysmagazine) May 8, 2026
Lufthansa como cliente de lançamento
A Lufthansa deverá ser a primeira companhia aérea a receber o novo jato de fuselagem larga. A informação já havia sido antecipada em janeiro de 2025, quando Kelly Ortberg, CEO da Boeing, citou a transportadora alemã durante uma teleconferência de resultados financeiros.
A companhia aérea encomendou vinte unidades do 777-9, modelo de maior capacidade dentro da família 777X. Inicialmente, a Emirates também era apontada como possível primeira operadora da aeronave.
Apesar do avanço recente, a entrada em operação comercial segue prevista apenas para 2027. O cronograma foi impactado por sucessivos atrasos no desenvolvimento e certificação do programa.
No início deste mês, Carsten Spohr, CEO do Lufthansa Group, disse que a empresa continuará operando o Airbus A340-300 caso ocorram novos adiamentos nas entregas.
Certificação em andamento
A Boeing continua conduzindo etapas críticas para certificação do novo widebody. Em atualização divulgada em 1º de abril, o fabricante informou ter concluído testes do sistema de frenagem da aeronave.
Durante o ensaio, o 777-9 foi carregado com seu peso máximo de decolagem e acelerado até aproximadamente 190 nós antes da interrupção da corrida e aplicação total dos freios.
Segundo o fabricante, o calor gerado durante o procedimento foi suficiente para derreter os plugs fusíveis das rodas — mecanismo projetado para liberar o ar dos pneus de forma controlada e segura em situações extremas.
Atrasos
O Boeing 777-8 e o 777-9 compõem a nova geração de jatos de fuselagem larga da Boeing voltados ao mercado de longo curso.
O programa enfrenta atrasos de vários anos em relação ao cronograma original, em meio a desafios regulatórios, testes adicionais e ajustes técnicos exigidos no processo de certificação.
