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Pernambucano Amaro Freitas é o primeiro brasileiro a vencer o Prêmio Paul Acket

Pernambucano Amaro Freitas é o primeiro brasileiro a vencer o Prêmio Paul Acket

O pianista pernambucano Amaro Freitas conquistou o Prêmio Paul Acket 2026, considerado um dos mais relevantes do jazz internacional. Concedido anualmente, a distinção sempre destaca um “artista merecedor de maior reconhecimento público” pela excelência de seu trabalho.


O prêmio foi criado em homenagem ao produtor Paul Acket, fundador do NN North Sea Jazz Festival. Ele é entregue durante o evento, que ocorre há 50 anos na Holanda e é considerado um dos mais importantes do mundo para a cena jazz.


Atualmente em turnê pela Europa, Amaro Freitas também integra a programação do festival. O recifense se apresenta com seu trio no dia 11 de julho, no palco Madeira.




O pianista foi escolhido por um júri internacional composto por Ashley Kahn, Maaike Teunissen, Maurin Auxéméry, Shane Burmania e Tina Lešničar. Eles indicaram 22 artistas e a escolha final partiu da votação de um amplo grupo de profissionais do jazz de diferentes países.


Em outros anos, o Prêmio Paul Acket já foi entregue a nomes relevantes do jazz, como Sun-Mi Hong (2025), Kit Downes (2024), Eve Risser (2023), Kris Davis (2022) e Julian Lage (2019). Amaro Freitas é o primeiro brasileiro contemplado.


“Receber o Prêmio Paul Acket é uma honra imensa e uma emoção difícil de descrever. Venho de uma trajetória construída com muito trabalho, fé e conexão com minhas raízes, e ver essa caminhada reconhecida internacionalmente me fortalece ainda mais. Esse prêmio não é só meu, é de todos que acreditam na força da música brasileira e na potência das nossas histórias”, revelou o pernambucano.


Amaro Freitas ganhou destaque dentro e fora do Brasil por sua linguagem musical profundamente autoral. Propondo uma leitura “descolonizada” do jazz brasileiro, ele integra em sua obra elementos da tradição afro-brasileira, da espiritualidade indígena e das culturas populares.


O álbum solo mais recente do pernambucano, “Y’Y” (2024), presta uma homenagem à Amazônia. Com um título que remete a um código indígena para água ou rio, a obra mostra respeito e atenção à natureza.


Na primeira parte, o disco evoca os sons que surgem nas florestas brasileiras, enquanto a segunda parte é dedicada ao jazz contemporâneo. A obra conta com participações de músicos como Brandee Younger, Jeff Parker e Shabaka Hutchings.

*Com informações da assessoria de imprensa.

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