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NASA acelera testes do avião que pode tornar o voo supersônico menos ruidoso

NASA acelera testes do avião que pode tornar o voo supersônico menos ruidoso

Supersônico experimental X-59 amplia envelope de voo e a coleta de dados para validar tecnologias de baixo estrondo sônico

A NASA ampliou o envelope de testes em voo com o supersônico experimental X-59, desenvolvido para demonstrar tecnologias de voo acima da velocidade do som com baixa assinatura sonora.

A fase de expansão do envelope é decisiva em qualquer aeronave experimental. Mais do que atingir altitudes e velocidades progressivamente maiores, ela permite entender como o avião se comporta em voo real, sob diferentes configurações, cargas aerodinâmicas e respostas estruturais.

Desde abril a campanha avançou para um ritmo mais intenso no Armstrong Flight Research Center, em Edwards, na Califórnia, com a realização de dois voos no mesmo dia pela primeira vez desde o início dos ensaios. A marca foi atingida em 30 de abril, quando o X-59 realizou seu 11º e 12º voos, cumprindo pontos de teste em altitudes entre 12.000 e 43.000 pés e velocidades de aproximadamente 528 a 627 mph, faixa equivalente de Mach 0.8 a Mach 0.95.

O aumento do ritmo permite à equipe coletar mais dados em menos tempo e sustenta a meta da NASA de concluir, até o fim de 2026, as duas primeiras fases da missão Quesst para expansão do envelope de voo e validação acústica.

Os dados de acústica são o principal objetivo do projeto, pois o X-59 foi projetado para sustentar voo supersônico reduzindo o estrondo sônico percebido em solo, objetivo central para subsidiar futuras regras de operação supersônica sobre áreas continentais.

A partir da expansão do envelope, a aeronave deverá avançar para a validação acústica, etapa em que será medida a assinatura sonora do avião em condições representativas, antes de futuras campanhas sobre comunidades selecionadas.

Nos primeiros blocos de ensaios, os pilotos vêm executando manobras específicas para caracterizar estabilidade, controle, cargas e dinâmica estrutural. Entre elas estão movimentos de arfagem para cima e para baixo, usados para medir forças aerodinâmicas e respostas de controle; rolagens suaves de uma asa à outra, que ajudam a avaliar comportamento lateral; e excitações deliberadas de vibração, empregadas para mapear limites de flutter e confirmar margens estruturais seguras ao longo do envelope de voo.

A campanha também inclui movimentos controlados de nariz para baixo com asas niveladas, usados para avaliar estabilidade longitudinal, resposta em arfagem e compensação, além de testes com o trem de pouso. A extensão e a retração do conjunto permitem medir efeitos aerodinâmicos, estruturais e de pilotagem associados à mudança de configuração, já que a abertura do trem pode alterar arrasto, atitude, vibração e escoamento ao redor da aeronave.





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