O grupo Latam Airlines fechou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de US$ 701,2 milhões, alta de 17,5% em relação a 2025
A Latam Airlines divulgou na última terça-feira (4), os resultados financeiros do primeiro semestre de 2026, reportando lucro líquido de US$ 701,2 milhões, alta de 17,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar do resultado positivo, entre os meses de abril e junho, o lucro do grupo caiu 48,2%, por conta do aumento expressivo dos custos com combustível. Neste período, as receitas atingiram US$ 4,2 bilhões, resultado 28% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A expansão da oferta, em 8,9% no segundo trimestre, foi impulsionada principalmente pelo mercado internacional, cuja capacidade aumentou 11,8% em relação ao segundo trimestre de 2025.
No mercado doméstico, a capacidade da Latam no Brasil cresceu 5,7%, enquanto as operações domésticas das afiliadas no Chile, Colômbia, Equador e Peru registraram expansão de 5,3%.
Ao longo do trimestre, o grupo recebeu nove aeronaves, incluindo dois aviões de fuselagem larga (widebody), encerrando junho com uma frota de 383 aeronaves.
Custos com combustível
Os custos relacionados ao combustível totalizaram US$ 1,7 bilhão no trimestre, alta de 93,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O preço efetivamente pago pelo combustível, considerando operações de hedge, aumentou 81,3%.
Segundo Ricardo Bottas, CFO do Latam Airlines Group, o modelo de negócios diversificado do grupo proporcionou a base para manter a rentabilidade mesmo durante um trimestre sazonalmente mais fraco e sob pressões sem precedentes sobre os preços do combustível.
Primeira fase do Embraer E195-E2
No relatório, a companhia aérea também anunciou o início da primeira fase de incorporação dos Embraer E195-E2 à frota.
Entre novembro deste ano e março de 2027, a empresa prevê receber até quatorze aeronaves do modelo, que serão utilizadas em 42 rotas domésticas, incluindo quatro novos destinos: Cabo Frio e Macaé, no Rio de Janeiro; Ji-Paraná/RO e Rondonópolis/MT.
Com a ampliação da operação, a filial brasileira da companhia aérea passará a atender 67 destinos domésticos, ante 44 cidades servidas em 2019, configurando a maior malha aérea nacional da companhia desde o início de suas operações.
A empresa também informou que estuda uma segunda fase de expansão para 2027, que poderá incluir até dezoito novos destinos, condicionada às futuras entregas de aeronaves.
