A segunda edição do Literarte – Festival Literário, Cultural e Artístico de Fernando de Noronha teve início nesta quinta-feira (4). Música, cultura popular, performance e debate abriram a série de atividades que deve movimentar a ilha até o domingo (7).
O público que compareceu ao espaço montado na Praça São Miguel, na Vila dos Remédios, iniciou a noite assistindo a uma apresentação do Maracatu Nação Noronha. Em seguida, uma solenidade com representantes da organização do evento e de instituições parceiras abriu oficialmente o festival.
“O Literarte é um evento em que buscamos reunir cultura, arte e literatura. Iniciamos no ano passado, foi um sucesso e resolvemos ampliar agora. Posso dizer que o evento torna-se oficial no calendário de Noronha e, sem dúvida, outras edições virão”, afirmou Islian Pereira, superintendente de Turismo, Cultura e Esportes de Fernando de Noronha, Islian Pereira.
Após performance artística de Kelly Soares, o palco foi ocupado por uma bate-papo com o tema “Literatura e Transformação Social”. A mesa foi composta pelo escritor mineiro Leonardo Piana, o influenciador literário pernambucano Lucas Barros e o jornalista português Luís da Silva Marques, com mediação da pernambucana Thania Brito.
Natural de Garanhuns, Lucas acumula mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, falando sobre livros. Falando de sua experiência particular, ele destacou o papel da literatura como ferramenta de autoconhecimento.
“Acho que a literatura tem um poder transformador surreal. Sou uma das provas disso. Foi o lugar que consegui me entender quem eu era, como um ser humano com vontades e desejos”, disse o pernambucano, que se prepara para lançar seu primeiro livro, “Amanhã Eu Morro Sozinho”.
Para Leonardo Piana, a transformação que a literatura provoca não é algo que poder ser mensurado por meio de números. “Se tiver uma pessoa que saia dessa conversa hoje tocada pelos livros, isso já é uma transformação tremenda”, apontou o mineiro.
Sobre o futuro da literatura no mundo, Luís Marques chamou atenção para a importância da liberdade. “O que está acontecendo na Europa e nos Estados Unidos é a limitação da liberdade de expressão e criativa. Como cidadão e jornalista, isso é algo que me preocupa muito”, destacou. Para encerrar a noite, Ravel e Luizinho da Serra subiram ao palco com shows que passaram por repertórios de sucessos da MPB, frevos e músicas românticas.

