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K-drama mistura fantasia e xamanismo em trama repleta de mistérios

K-drama mistura fantasia e xamanismo em trama repleta de mistérios


O primeiro episódio de A Leste do Palácio, novo k-drama que acaba de chegar à Netflix, é angustiante de cara. Gu-cheon, personagem de Nam Joo-hyuk, transita entre o mundo dos vivos e dos mortos. Ele é convocado pelo rei (Cho Seung-woo), para impedir que fantasmas que dizem querer “extinguir toda a linhagem do rei” cumpram a promessa. Gu-cheon tem a companhia de uma dama da corte, Saeng-gang (Roh Yoon-seo), filha do rei que tem a habilidade de ouvir vozes dos mortos. Os dois precisam impedir um fantasma que tenta possuir o filho caçula do rei. Mas tudo é muito obscuro: seja no mundo dos mortos ou na vida real.


A trama usa uma espécie de terror visual e psicológico para deixar o público imerso na história. O k-drama é da leva das produções de suspense que estão tão em alta e mescla fantasia sombria e Sageuk, termo coreano que define dramas históricos baseados em dinastias.


“Sentimos uma grande responsabilidade, pois muitas pessoas ao redor do mundo estão interessadas em nosso trabalho e na cultura coreana”, afirma Nam Joo-hyuk sobre o atual sucesso dos k-dramas, em entrevista para a imprensa brasileira. “São histórias que oferecem uma diversão individual ao permitir que o público expanda seus pensamentos para além da realidade.” Para Roh Yoon-seo, esse interesse vem encabeçado pelo k-pop. “Acho que a fantasia dá vida a perguntas que todos fazemos, como: ‘E se eu pudesse voltar ao passado?’”




A série usa influências do xamanismo coreano para contar a história. A religião, que surgiu antes do budismo e do cristianismo, tenta explicar influências da natureza e do sobrenatural na vida. Roh Yoon-seo diz que o xamanismo “oferece muitos elementos interessantes para explorar, tanto na narrativa quanto no aspecto visual e artístico”. “É uma cultura com raízes muito profundas”, afirma.


A produção é o primeiro trabalho de Nam Joo-hyuk após cumprir o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul. Ele diz que o Exército “deu muito espaço mental para refletir sobre muitas coisas”. “Embora não tenha encontrado todas as respostas, estou tentando novos desafios.”

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