Preta Gil andava com a sua fé sempre guardada no peito. A cantora, cuja morte emocionou o país e completa um ano neste 20 de julho, tinha a espiritualidade como um de seus principais pilares de vida.
A fé foi essencial para lhe dar forças durante o tratamento contra o câncer. Devota de Oxum, Santa Dulce dos Pobres, a Irmã Dulce, e Nossa Senhora Aparecida, orixá e santas que pertencem, respectivamente, ao candomblé e ao catolicismo.
Em sua casa no Rio, Preta fazia orações todas as noites para as três divindades. “Sou plural, sou uma mulher das misturas, da diversidade, e acho que o meu altar e a minha fé não poderiam ser diferentes do que eu sou. Essa é a minha essência”, contou a artista em uma entrevista ao GNT. “Estamos vivos hoje, então vamos agradecer”, enfatizou sobre os agradecimentos em vida.
“Reúno objetos que me reconectam com a minha ancestralidade, com minha família, com meus orixás do candomblé, dos meus santos católicos que sou devota. Sempre tive uma fé muito grande, até porque, quando era criança, eu sou filha de baiano, vivia entre o Rio e Salvador. Eu tinha essa coisa do Senhor do Bonfim, de ir à igreja. Eu amava ir à igreja do Bonfim, botar a minha fitinha. E eu me lembro que minha primeira promessa que fiz a ele foi para beijar um menino da escola”, afirmou ela ao GNT.
Várias passagens na vida de Preta fazem referência à sua religiosidade: a cantora já havia visitado o santuário em homenagem à Padroeira do Brasil, em Aparecida (SP), diversas vezes; ela tinha uma tatuagem com a palavra “Oxum” em sua mão; em seus últimos meses, a artista decidiu tomar um banho de mar (o primeiro após uma cirurgia de 20 horas e internação de quase dois meses) para “receber o axé” de Yemanjá.
