A Latam Airlines Group iniciou 2026 com resultados recordes, mas já ajusta sua rota diante da pressão global nos custos de combustível. A avaliação é de Jerome Cadier, CEO da Latam Airlines Brasil, que resumiu o momento da companhia como uma combinação de “cautela e confiança”, durante coletiva de balanço de resultado, realizada nesta terça-feira (05).
No primeiro trimestre, a Latam registrou lucro líquido de US$ 576 milhões, margem operacional ajustada de 19,8% e transportou 22,9 milhões de passageiros, alta de 9,1% na comparação anual. A capacidade cresceu 10,4%, com taxa de ocupação de 85,3%, enquanto o EBITDA ajustado atingiu US$ 1,3 bilhão.
Segundo Cadier, o desempenho reflete uma estratégia consistente ao longo dos últimos anos. “Esse primeiro trimestre a Latam apresentou um desempenho histórico. Esse desempenho é resultado da estratégia acertada e absolutamente consistente dos últimos anos”, afirmou.
O executivo destacou o foco em produto, atendimento e cliente, além da pontualidade e da evolução na satisfação dos passageiros. “A Latam é a primeira companhia aérea da América do Sul a receber quatro estrelas no Skytrax”, disse, ressaltando o reconhecimento internacional.
Latam olha pra frente com cautela
Apesar dos resultados, o cenário à frente impõe desafios. A companhia prevê despesas adicionais com combustível superiores a US$ 700 milhões no segundo trimestre, com impacto relevante nas margens.
“A gente enfrenta esse momento de crise bastante aguda no setor de combustíveis no mundo inteiro, uma mistura de cautela e confiança”, afirmou Cadier. “A cautela vem do fato de que o custo do combustível não depende da Latam”, explicou.
Ao mesmo tempo, ele reforçou a confiança na capacidade de adaptação da empresa. “A gente tem uma companhia bastante eficiente, com custo baixo de operação e um balanço bastante saudável. Isso faz com que a gente possa encarar desafios com confiança”, complementou.
A Latam revisou suas projeções para 2026 e prevê EBITDA entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões, além de manter alavancagem controlada e liquidez elevada. Para enfrentar o cenário, a empresa já implementa medidas como ajustes de capacidade, gestão de receita, controle de custos e política de hedge.
“A única coisa que eu posso garantir é que a gente vai continuar com um crescimento rentável e consistente ao longo do ano”, concluiu Cadier.
