A renovação da parceria entre o Grupo R1 e o FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil projeta um novo momento para o mercado de eventos e hotelaria no país. O acordo, estendido por mais um ano, mantém uma relação construída ao longo de mais de uma década e passa a refletir um cenário mais exigente para 2026, marcado por maior concorrência, necessidade de eficiência operacional e foco em crescimento sustentável.
O movimento acontece após um período de fortes oscilações no setor. A pandemia interrompeu atividades, a retomada veio em ritmo acelerado e, na sequência, houve expansão significativa. Agora, o ambiente é outro. A demanda segue relevante, mas as empresas passam a operar com mais cautela, pressionadas por custos, maior número de concorrentes e mudanças estruturais, incluindo a reforma tributária.
Setor entra em fase mais racional após ciclos de expansão
A leitura das entidades aponta que o mercado deixa para trás um ciclo de crescimento impulsivo e entra em uma etapa mais disciplinada. Isso significa decisões mais estratégicas, controle mais rigoroso de custos e atenção à rentabilidade dos projetos.
Nesse contexto, a continuidade da parceria busca organizar melhor a cadeia de eventos e hotelaria, promovendo integração entre os diferentes agentes do setor. A ideia é reduzir ineficiências e ampliar previsibilidade, fatores que ganham peso em um ambiente mais competitivo.
Segundo Orlando de Souza, presidente executivo do FOHB, o momento exige uma atuação mais estruturada. “A continuidade da parceria com o Grupo R1 é especialmente relevante neste novo momento do mercado, em que eficiência, governança e previsibilidade passam a ser fatores centrais. Renovar esse acordo por mais um ano reforça nosso compromisso com a profissionalização do setor e com o fortalecimento do ecossistema de eventos e hotelaria”, afirmou.
Governança e eficiência passam a guiar decisões em 2026
A palavra governança ganha protagonismo nesse novo ciclo. O conceito, que envolve transparência, controle e organização dos processos, passa a ser tratado como base para crescimento sustentável. Para o Grupo R1, o cenário exige mais disciplina. A empresa, que atua com infraestrutura para eventos, vê a necessidade de alinhar expansão com responsabilidade operacional.
Raffaele Cecere, CEO do grupo, destaca essa mudança de postura. “Estamos entrando em uma fase em que crescer não significa apenas ganhar escala, mas governar o crescimento com responsabilidade, eficiência operacional e visão de longo prazo. A parceria com o FOHB segue sendo estratégica nesse processo”, disse.
A declaração reforça a leitura de que o crescimento acelerado dos últimos anos tende a dar lugar a uma expansão mais seletiva, baseada em planejamento e análise de riscos.
Mais concorrência e novos players pressionam o mercado
Outro ponto relevante para 2026 é o aumento da competitividade. O número de empresas atuando no setor cresceu, ampliando a disputa por contratos e pressionando margens.
Nesse cenário, diferenciais como escala, inovação e capacidade de entrega ganham relevância. O Grupo R1 mantém seu posicionamento como fornecedor de infraestrutura estratégica, apostando em previsibilidade e segurança operacional como fatores de atração para clientes.
Ao mesmo tempo, o FOHB segue com sua atuação institucional, produzindo estudos, promovendo debates e representando os interesses da hotelaria junto ao governo e à sociedade civil. A entidade reúne algumas das principais redes hoteleiras do país e atua como um dos principais termômetros do setor.
Integração da cadeia é vista como caminho para gerar valor
A renovação da parceria também reforça a importância de integração entre os diferentes segmentos que compõem o mercado. Eventos e hotelaria caminham de forma interdependente, e a articulação entre esses setores tende a impactar diretamente a eficiência da operação como um todo.
A expectativa é que a colaboração entre as duas instituições contribua para um ambiente mais organizado, com maior troca de informações e alinhamento estratégico. Isso inclui desde planejamento de eventos até gestão de ocupação hoteleira e definição de políticas comerciais.
Reforma tributária entra no radar das empresas
Além da concorrência, outro fator que influencia o planejamento para 2026 é a reforma tributária. As mudanças no sistema de impostos devem afetar custos e modelos de operação, exigindo adaptações por parte das empresas.
O tema aparece como um dos pontos de atenção no discurso das lideranças do setor, indicando que decisões futuras precisarão considerar os impactos fiscais de forma mais detalhada.
Perspectiva para 2026 aponta crescimento mais controlado
Apesar dos desafios, o mercado segue com perspectiva de crescimento. A diferença está no ritmo e na forma como esse avanço deve ocorrer. A tendência é de expansão mais controlada, com foco em sustentabilidade financeira e eficiência operacional.
