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Festival OLAR abre seleção de curtas dirigidos por mulheres e dissidências de gênero

Festival OLAR abre seleção de curtas dirigidos por mulheres e dissidências de gênero


Estão abertas até 31 de julho as inscrições para a seleção de curtas-metragens que integrarão a programação da terceira edição do Festival de Cinema do Observatório Latino-Americano de Realizadoras (OLAR).


Podem participar filmes latino-americanos e caribenhos com até 30 minutos de duração, lançados a partir de 2025 e dirigidos por mulheres ou pessoas dissidentes de gênero. Também são aceitas obras em co-direção com homens cisgênero.


As inscrições são por meio de formulário online.




A seleção contempla a Mostra Competitiva Sara Gómez, principal vitrine do festival, além de exibições paralelas que ocuparão escolas e espaços públicos de Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.


A mostra competitiva concede o Troféu Sara Gómez, homenagem à cineasta afrocubana cuja produção abordou as transformações sociais provocadas pela Revolução Cubana sob a perspectiva das populações historicamente marginalizadas.


Em 2026, o OLAR será realizado, pela primeira vez, totalmente de forma presencial. A estreia do festival, em 2022, ocorreu no ambiente virtual, enquanto a edição de 2024 combinou atividades presenciais e online.


Para a curadora e diretora Cíntia Lima, a resposta do público carpinense reforçou a importância da iniciativa para a região.


“Como alguém que nasceu e cresceu em Carpina, foi muito especial ver o festival ocupar a cidade e encontrar uma recepção tão calorosa do público. Muitas pessoas passaram a perguntar quando acontecerá a próxima edição e a pedir que as atividades sejam mais frequentes. Isso mostra o quanto iniciativas como essa fazem falta na região e como o festival foi bem acolhido pela Zona da Mata”, afirma.


Ao longo de suas edições, o festival reuniu ficções, documentários e animações que exploram diferentes aspectos da realidade social, cultural e territorial da América Latina e do Caribe.


A curadoria busca compor uma programação diversa, tanto em temas quanto em linguagens e faixas etárias, ampliando o diálogo entre as produções e o público.


Segundo a curadora e diretora Lílian de Alcântara, “entre obras autorais, filmes de gênero, animações, cinema infantil e documentários, o OLAR nos permite reconhecer as semelhanças e diferenças que atravessam nossos territórios e nos aproximam como povo latino-americano.”


Encontro entre realizadoras e público

A edição deste ano pretende fortalecer a experiência presencial, incentivando o intercâmbio entre cineastas convidadas e espectadores da Zona da Mata pernambucana.


Além das sessões de cinema, a programação incluirá atividades formativas, mesas de debate e outras ações que serão anunciadas posteriormente pelo Observatório Latino-americano de Realizadoras.


Outra iniciativa prevista é oferecer apoio logístico para facilitar a participação de realizadoras vindas de outras localidades, com transporte entre Recife e Carpina e hospedagem para as convidadas que tiverem disponibilidade para acompanhar o festival.


A programação também contará com a presença de uma cineasta estrangeira homenageada, que participará de exibições e encontros com o público.


Fortalecimento do cinema latino-americano

Criado pelas cineastas Cíntia Lima e Lílian de Alcântara, o Observatório Latino-americano de Realizadoras promove ações voltadas à difusão do cinema produzido por mulheres e pessoas dissidentes de gênero no continente.


Entre seus objetivos está ampliar a circulação dessas obras e consolidar Carpina como um importante espaço de articulação do audiovisual latino-americano. Em todas as edições, o festival contou com incentivo do Funcultura e da Secretaria de Cultura de Pernambuco.


SERVIÇO

3º Festival de Cinema OLAR – inscrições para realizadoras

Quando? 30 de junho a 31 de julho

Inscrições: através de formulário online

Informações: www.realizadoraslatinas.com

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