O velório do economista, idealizador do Cine/PE e colunista da Folha de Pernambuco, Alfredo Bertini, reuniu familiares e amigos na sede social do Sport Club do Recife, seu time do coração, na manhã desta sexta (5). À tarde, uma cerimônia de cremação foi realizada no Memorial Guararapes.
Bertini estava na Paraíba para a realização de um transplante de fígado, mas não resistiu após a cirurgia, realizada na quarta (3). Ele já havia passado pelo mesmo procedimento no último domingo (31), mas houve rejeição do órgão e foi necessária a realização de retirada do anterior para colocar o novo fígado.
Segundo Sandra Bertini, viúva e produtora executiva do Cine/PE, além do desejo de ser velado em seu clube do coração, seu marido pediu para ser cremado e ter parte das suas cinzas deixadas na Faculdade de Economia, onde os dois se conheceram, aos 18 anos; outra parte, na praia do Pina, onde cresceu e costumava jogar bola; e o restante, no Sport Club do Recife.
Comoção
Familiares, amigos, profissionais do audiovisual e personalidades se despediram de Bertini, que foi velado junto a uma bandeira do Sport, entre várias coroas de flores enviadas em seu tributo. Bertini estava na Paraíba para a realização de um transplante de fígado, mas não resistiu após uma intervenção cirúrgica realizada na quarta (3).
“São tantos destaques em Alfredo, mas acho que os principais são a perseverança, a determinação e a resiliência para buscar o melhor e defender o estado dele e o que ele acreditava. Isso foi no festival, em casa com os filhos e aqui no Sport, procurando agregar com ideias, nunca impondo, sempre através do diálogo”, destacou Sandra.
“Uma pessoa que se importava não apenas no cinema como entretenimento, mas como formação”, destacou Carissa Vieram, curadora do Cine/PE. “Bertini sempre foi uma pessoa que quis fazer as coisas acontecerem no Cine/PE e nas iniciativas do festival, de fomentar a produção fora do eixo Rio-São Paulo”, disse Diego Edu Fernandes, outro curador do festival.
Cine/PE vive
Sandra Bertini garantiu a conclusão desta 30ª edição do Cine/PE e a longevidade do festival nos próximos anos. “Não só por mim ou por ele, que vai sempre estar em espírito. Eu tenho uma equipe linda, a melhor equipe que qualquer festival pode ter”, elogiou Sandra.
“Bertini criou essa janela imensa, que é o Cine/PE, há 30 anos, o festival de cinema com maior público do Brasil. Para o cinema feito em Pernambuco, no Nordeste e no Brasil, isso tem grande importância. Agradeço por essa janela que não deve fechar”, disse o cineasta e professor de cinema da UFPB, Bertrand Lira.








