RIO DE JANEIRO – A Embratur e o Sindepat assinam hoje, 14, durante o Sindepat Summit 2026, um acordo de parceria voltado à ampliação da permanência de turistas estrangeiros no Brasil e ao fortalecimento do setor de parques e atrações. O anúncio ocorre após o país registrar 9,3 milhões de visitantes internacionais em 2025. Representantes das duas entidades afirmam que o trabalho conjunto deve ampliar o fluxo de estrangeiros para parques temáticos, aquários e atrações turísticas, utilizando dados de mercado, campanhas segmentadas e inteligência de perfil de viajantes.
A assinatura da parceria entre Embratur e Sindepat marca um novo movimento da estratégia de promoção internacional do turismo brasileiro. Durante o Sindepat Summit 2026, representantes das entidades destacam que o acordo busca ampliar a presença de estrangeiros em parques temáticos, aquários, atrações culturais e equipamentos turísticos espalhados pelo país.
Na apresentação, Bruno Reis, diretor de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Embratur, afirma que o crescimento do turismo internacional nos últimos anos resulta de planejamento estruturado, análise de dados e posicionamento de mercado. “Nesses últimos três anos e meio em Brasília tivemos, de fato, um olhar voltado para negócios e para que a geração de turistas do nosso país chegasse a um patamar nunca antes atingido”, declara.
O executivo argumenta que os resultados não surgem de forma orgânica e defende que a promoção internacional exige estratégia contínua. Para ele, o que traz turistas é a transformação do potencial do país, posicionar o Brasil como atraente. “Lógico que a Dua Lipa vir fazer um show no Brasil é importante, mas a Dua Lipa não enche avião. A Bruna Marquezine namorar com o Shawn Mendes também não enche avião”, brinca.
A Embratur passou os últimos anos estruturando campanhas internacionais voltadas aos principais mercados emissores de turistas para o Brasil. O trabalho utiliza segmentação de público, análise de comportamento e estratégias específicas para cada país.
O diretor também ressalta que a Embratur amplia nos últimos anos a aproximação com associações e entidades do setor turístico e revela que a parceria com o Sindepat ocorre em um momento de maturidade institucional das duas organizações. Bruno acrescenta que o crescimento institucional do Sindepat e dos associados contribui para uma nova etapa de integração entre promoção turística e atrações de entretenimento. “Vocês estão em outro nível, bastante exitoso, tanto a entidade quanto os associados”, destaca.
A Embratur pretende compartilhar inteligência de mercado e dados de comportamento dos turistas internacionais para construção de campanhas em conjunto com os associados do Sindepat. “Temos muitos dados da Embratur para dividir e para criar campanhas em conjunto. Sabemos exatamente que turista está vindo, o que ele quer, onde ele foi, que canal está comprando”, revela. A aproximação com o Sindepat também busca ampliar o tempo de permanência dos turistas internacionais no Brasil e aumentar o ticket médio.
O dirigente acrescenta que o acordo já integra o planejamento estratégico da Embratur para os próximos anos. “Começamos nosso primeiro quadriênio assinando com o Sindepat, tendo essa visão de longo prazo no período de 2027 a 2030.” Bruno ainda reforça que a intenção da Embratur é ampliar o acesso de estrangeiros aos parques e atrações turísticas brasileiras.
Embratur e Sindepat assinam parceria durante Summit

Na sequência, Pablo Morbis, presidente do Sindepat, destacou o impacto da estratégia desenvolvida pela Embratur nos últimos anos. Durante o discurso, ele relembra um encontro promovido pela agência no Rio de Janeiro para apresentar o plano de captação de turistas internacionais. Segundo ele, o setor recebeu inicialmente o planejamento com cautela diante do histórico do turismo internacional brasileiro. Porém, comemora que “o trabalho que vocês (Embratur) fizeram ao longo desses três anos é um trabalho digno de salva de palmas”, diz.
Ele também enfatiza a metodologia utilizada pela agência e o monitoramento das ações implementadas. “Tudo o que está acontecendo no turismo hoje no Brasil, se você perguntar para o Bruno, ele tem resposta. Ele vai te dizer por que, como e quando foi feita determinada ação”, afirma.
Durante o depoimento, Morbis cita dados do AquaRio, administrado pelo Grupo Cataratas, para ilustrar o impacto da promoção internacional em mercados específicos. Segundo ele, o Chile se consolida como um dos principais emissores de visitantes estrangeiros para a atração. “Batemos, no ano passado, 1 milhão e vinte mil visitantes, sendo 170 mil chilenos”, conta.
O executivo atribui o resultado às estratégias desenvolvidas pela Embratur anos antes, voltadas especificamente ao mercado chileno. “Há 12 anos a Embratur falou que a Argentina estava em crise e buscou outros caminhos, mostrando um plano de trabalho do Chile, que hoje é o segundo maior emissor de turismo internacional”, afirma.
O representante do Sindepat também parabeniza a equipe liderada pelo ex-presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e afirma que a formação técnica do grupo contribui para os resultados registrados pelo turismo brasileiro. “É impressionante e formidável o trabalho que a Embratur fez. Quero, em nome de toda a família Sindepat, parabenizar, porque atrás desses 9,3 milhões tem muito trabalho”, declara.
Ao encerrar a fala, o representante do Sindepat reforça que a entidade também pretende compartilhar informações estratégicas sobre visitantes para fortalecer ações conjuntas. “Temos muita informação de perfil de visitantes e podemos fazer uma parceria muito importante para o setor”, conclui.
