Wilson Sons iniciou testes com drones para entrega e coleta de documentos em navios de apoio offshore na Baía de Guanabara
A Wilson Sons, empresa de logística portuária e marítima, iniciou testes inéditos com drones para entrega e coleta de documentos destinados a navios de apoio a plataformas de petróleo e gás e outras embarcações na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
A operação começou no início de abril e é conduzida pela agência marítima da empresa com apoio da base de apoio offshore Rio. A iniciativa integra uma prova de conceito (Proof of Concept – PoC) para avaliar a viabilidade técnica do uso de veículos aéreos não tripulados em operações logísticas portuárias e marítimas.
A ação sucede a primeira experiência da empresa com drones no Porto de Salvador, iniciada no ano passado, ampliando a aplicação da tecnologia no suporte à indústria offshore brasileira.
Operação com drones
Os drones utilizados nas operações são fornecidos pela Speedbird Aero, empresa que atua em serviços com veículos aéreos não tripulados e que já acumula mais de 1.000 voos no setor offshore em Singapura.
Segundo a Wilson Sons, os equipamentos são empregados principalmente para o transporte de documentos leves e pequenos objetos com até cinco quilos. O trajeto entre a Base Rio e as embarcações pode alcançar cerca de oito quilômetros, com tempo médio estimado de até nove minutos por operação.
A proposta é substituir deslocamentos convencionais por uma alternativa mais ágil e com menor impacto operacional, especialmente em demandas urgentes de documentação para navios de apoio marítimo.
Licenças e autorizações regulatórias
Para a realização da operação no Brasil, foram emitidas autorizações e licenças pelos órgãos reguladores, incluindo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
O atual período de testes busca validar aspectos técnicos, operacionais e regulatórios para eventual ampliação do serviço em bases offshore e operações portuárias futuras.
Eficiência operacional
De acordo com Rodrigo Lopes, gerente de Operações da agência marítima da Wilson Sons, a adoção da tecnologia representa uma mudança relevante no setor.
A companhia destaca que a utilização de drones pode reduzir a necessidade de deslocamentos de apoio por meios tradicionais, contribuindo para metas de descarbonização e otimização da cadeia logística offshore.
Tendência para o setor de energia
Para Edwardo Valverde, gerente-geral de Operações das Bases de Apoio Offshore da Wilson Sons, a implementação da tecnologia acompanha uma transformação mais ampla no segmento de energia.
A expectativa, segundo a empresa, é que o uso de drones em operações marítimas e portuárias ganhe espaço à medida que empresas busquem maior eficiência logística, redução de custos operacionais e menor emissão de gases de efeito estufa no suporte à atividade offshore.
