Depois de quase seis meses distante dos palcos, a banda Papôla afina seus instrumentos e volta a se apresentar ao lado das bandas Eliminadorzinho (SP) e Zambrotta (PE) nesta quinta-feira (30), às 20h, no Darkside, na região central do Recife.
Originada no Recife em 2024, a Papôla é um dos nomes em ascensão da cena independente brasileira, articulando uma sonoridade que transita entre jazz fusion, city pop, AOR e indie rock.
Com a formação consolidada em seis integrantes, o grupo aposta na exploração de novas dinâmicas e referências para a apresentação, inaugurando uma nova temporada de shows do álbum “Esperando Sentado, Pagando Pra Ver”, lançado em setembro de 2025.
As três bandas independentes compõem a noite de musicalidades com experimentações e brasilidades. Para o vocalista da Papôla, Beró: “se você quer ver versões diferentes e modificadas de algumas músicas e não só nossas, mas brasileiras, eu acho que é uma boa você comparecer lá”.
O evento é proporcionado pelas produtoras Life’s Too Short (PE), Noite Ruim Records (PE) e Cavaca (SP).
Papoula com “u”, não?
A banda, que ja ficou nos 50 melhores álbuns nacionais de 2025 pela editoria Cultura +, da Folha de Pernambuco, inicia a sua história no Estúdio Secreto de Pedro Bettin, onde o grupo, esperando sentado, pagando para ver, iniciou uma amizade e, em 2024, por incidente, uma banda.
O conjunto hoje é formado por Kildare Nascimento (Baterista); Beró (Vocalista); Pandora (Vocalista); Matheus Dalia (Baixista); Saulo Nogueira (Guitarrista); Guilherme Calado (Teclado). A formação original é com Beró, Matheus Dalia e Pedro Bettin que, apesar de ser ex-integrante, foi um dos grandes agitadores para o nascimento de Papôla.
“Pedrinho começou a mostrar um trecho de ‘Canga’ e, certa vez, ele chegou para mim e falou: ‘Ó, bota a voz aqui nesse negocinho aqui rápido’. Aí eu: ‘esse negócio aí tem que ser de uma pessoa com voz forte, potente’”, contou Beró sobre o primeiro lançamento da banda que, achando estar em uma contramão, na verdade estava trilhando seu novo caminho no mundo da música.
O nome surge por Dalia, baixista, que resolveu fazer uma homenagem para o antigo restaurante da mãe, mas dando uma estilizada na ortografia habitual.
“Quando a gente tava naquele impasse clássico de decidir um nome, eu fiz uma coisa que costumo fazer, que é apelar pra uma referência afetiva. Minha mãe teve um botequim, lá pelos anos 2000, chamado Semente de Papoula. Eu sempre achei esse nome massa, aí peguei ele e adaptei pra uma escrita ligeiramente diferente, mais próxima da linguagem oral”, contou.
Ainda em seu primeiro ano, o grupo passou a ocupar espaços estratégicos no mercado, com destaque para a participação em uma rodada de pitching do Coquetel Molotov Negócios, além do lançamento de singles como “Contramão”, “Canga”, “Pé de Coelho” e “Luzes da Cidade”.
Gostinho de quero mais
Papôla engatou a primeira marcha do ano de 2026 com o show que ocorre nesta quinta-feira (30), e separoucamisetas limitadas e exclusivas com a identidade visual da banda para marcar o retorno aos palcos.
Beró conta ainda que essa é apenas a primeira de muitas marchas que serão passadas durante o ano, com projetos de diferentes modelos já nos planos.
“Eu acho que uma das coisas que a gente tá mais empolgado para esse ano é a parceria com Omuseu, a gente vai fazer o segundo episódio, da série musical de Live Sessions não autorizado com eles e vai ser incrível, estamos ansiosos para colocar isso no mundo”, explicou o cantor.
O lançamento desse material audiovisual está programado para o segundo semestre, e os curiosos podem acompanhar os bastidores pelo perfil da produtora.
Além do material audiovisual, Papôlaespecula ainda em 2026 lançar seu segundo EP com algumas participações, realizar uma turnê pelo Nordeste e realizar temporada de shows no Recife.
Pelo Brasil
Além de figurar em listas de melhores do ano pela Folha de Pernambuco, Hits Perdidos e Consultoria do Rock, a banda já participou de rodada de pitching do Coquetel Molotov Negócios.
Em 2025, lançou o álbum de estreia “Esperando Sentado, Pagando Pra Ver”, que foi bem recebido pela crítica, com destaque em veículos como Rolling Stone Brasil, Noize, Mídia Ninja e Música Instantânea.
Ainda neste ano, foi selecionada para o Pitching Show da conferência Rio2C e realizou apresentações em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, além de atuar no circuito recifense.
Papôla foi indicada como Melhor Disco de Rock de 2025 pelo Prêmio da Música de Pernambuco ao lado da banda Zambrotta, ambas presentes na apresentação desta quinta-feira (30).
Programação
O evento de música alternativa conta com a participação da banda de indie rock Eliminadorzinho que tem a sua primeira passagem pelo
Nordeste em sua turnê “Eternatour”, uma divulgação do seu segundo álbum “Eternamente”. Estarão presentes ainda a banda pernambucana de post-emo Zambrotta e, o já citado, grupo de City Pop recifense, Papôla.
SERVIÇO
Papôla, Eliminadorzinho e Zambrotta
Quando: quinta-feira (30) às 19h
Onde: Darkside Studio – Rua Barão de São Borja, 89, Recife-PE.
Ingressos a partir de R$ 30 via ShotGun
