A inflação no Brasil impacta diretamente o dia a dia da população e também o desempenho dos investimentos. Com a alta dos preços, o poder de compra diminui ao longo do tempo, encarecendo desde itens básicos, como alimentação, até serviços essenciais, o que exige mais planejamento financeiro das famílias.
Esse cenário também afeta quem investe. Em períodos de inflação alta, aplicações que não acompanham a variação dos preços podem gerar perda de valor real, mesmo quando apresentam rentabilidade nominal positiva. Por isso, entender como funciona a inflação e conhecer alternativas atreladas ao IPCA pode ajudar o investidor a avaliar formas de lidar com esse ambiente, de acordo com seu perfil, prazo e objetivos.
No país, o principal indicador desse movimento é o IPCA, calculado pelo IBGE. Em abril, último dado disponível, o índice avançou 0,67%, resultado que, embora levemente abaixo das expectativas do mercado, ainda indica um ambiente de pressão inflacionária e mantém o tema no radar dos investidores.
A seguir, você confere a visão de economistas da XP Investimentos para a inflação, além de entender como funcionam os investimentos atrelados ao IPCA, suas principais características, vantagens e pontos de atenção.
Investimentos indexados ao IPCA disponíveis na plataforma da XP
CDB BANCO XP S.A. – MAI/2027
Renda Fixa
- Rentabilidade anual: IPC-A + 8,000%
- Aplicação mínima: R$ 1.000,00
- Liquidez: no vencimento
- Vencimento: 20/05/2027
- Alíquota do IR sobre rendimento: 17,50%
LCI BANCO BARI DE INVESTIMENT – MAI/2029
Renda Fixa
- Rentabilidade anual: IPC-A + 6,100%
- Aplicação mínima: R$ 1.000,00
- Liquidez: no vencimento
- Vencimento: 19/05/2029
- Alíquota do IR sobre rendimento: isento
Tesouro IPCA+ 2032
Renda Fixa
- Rentabilidade anual: IPCA+ 7,84 %
- Valor mínimo para investir: R$ 29,50
- Vencimento: 15/08/2032
NTN-B Principal – AGO/2060
Renda Fixa
- Rentabilidade anual: IPC-A + 6,450%
- Valor mínimo para investir: R$ 560,97
- Liquidez: a mercado
- Vencimento: 15/08/2060
- Alíquota do IR sobre rendimento: 15%
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IPCA mostra inflação disseminada, aponta XP
De acordo com análise de economistas da XP Investimentos, o IPCA de abril, último dado divulgado, reforça um quadro de inflação disseminada, com altas espalhadas entre diversos componentes do índice.
Segundo o relatório, a inflação não ficou concentrada em poucos itens, o que tende a dificultar uma desaceleração mais rápida ao longo dos próximos meses. Esse comportamento indica uma dinâmica inflacionária mais persistente no Brasil.
As medidas de núcleo de inflação — que excluem itens mais voláteis — seguem em patamares elevados, acima do nível compatível com o cumprimento da meta. Isso sugere que a tendência inflacionária ainda exige cautela.
Outro ponto destacado pela XP é a resiliência da inflação de serviços, que continua pressionada e responde de forma mais lenta a eventuais mudanças no ciclo econômico. Esse fator contribui para manter o IPCA em níveis elevados.
Investimentos atrelados ao IPCA ganham destaque
Em um cenário de inflação persistente, os investimentos indexados ao IPCA ganham relevância na avaliação de parte dos investidores. Esses ativos são estruturados para acompanhar a variação do índice de preços, combinada a uma taxa definida no momento da aplicação.
Com a inflação ainda acima do centro da meta e com sinais de disseminação, a avaliação dos analistas é de que a convergência do IPCA deve ocorrer de forma gradual. Esse cenário ajuda a manter no radar instrumentos que oferecem exposição à inflação, especialmente dentro de estratégias de médio e longo prazo.
Assim, o ambiente atual combina incertezas no curto prazo com a necessidade de estratégias que levem em conta o cenário inflacionário, mantendo o IPCA como uma das referências para decisões de investimento. A escolha, no entanto, deve considerar perfil de risco, prazo, necessidade de liquidez e composição da carteira.
O que são investimentos atrelados ao IPCA
Investimentos indexados ao IPCA são aqueles que oferecem uma rentabilidade composta por uma taxa fixa mais a variação da inflação. Na prática, isso significa que o investidor busca acompanhar a evolução dos preços ao longo do tempo, conforme as condições contratadas no momento da aplicação.
Esse tipo de aplicação é comum no mercado de renda fixa e pode ser encontrado em diferentes instrumentos, como títulos públicos e privados.
Quais são os principais investimentos atrelados à inflação
Entre os produtos mais conhecidos estão:
- Tesouro IPCA+: título público que paga uma taxa prefixada acrescida da inflação oficial;
- CDBs atrelados ao IPCA: certificados de depósito bancário que combinam uma taxa fixa com a variação da inflação, embora sejam menos frequentes no mercado;
- LCI e LCA indexadas ao IPCA: letras de crédito imobiliário e do agronegócio com rentabilidade atrelada ao índice.
O que são títulos públicos
Em resumo, ao adquirir esta classe de ativo, o investidorempresta dinheiro ao governo federal,que investe esse recurso em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Em contrapartida, o investidor passa a ser credor do governo e recebe, no vencimento ou no resgate, o valor aplicado acrescido dos juros, conforme a taxa e o prazo determinados no momento da aplicação.
E vale saber que o mercado secundário de títulos públicos disponibiliza papéis com prazos e rendimentos variados, divididos entreprefixadosepós-fixados. Confira as diferenças:
Prefixados:a taxa de juros é fixa e conhecida na hora do investimento. Assim, se você mantiver o papel até o vencimento, terá visibilidade de quanto vai receber de rentabilidade.
Títulos pós-fixados:têm o desempenho atrelado a um indexador que oscila ao longo do tempo. No Tesouro Direto, eles podem ser vinculados àtaxa Selicou aoIPCA(índice oficial de inflação).
Também existem títulos comjuros semestrais, que preservam as características dos papéis prefixados ou pós-fixados, mas permitem receber cupons de juros a cada semestre. Dessa forma, em vez de concentrar todos os ganhos somente no vencimento ou resgate, você pode receber parte deles periodicamente, além do valor investido corrigido, somado ao último cupom, na data final.
Leia mais:Taxas dos títulos públicos voltam a acelerar; veja quatro opções para investir
O que são e como funcionam os CDBs
OCertificado de Depósito Bancário (CDB)é um título de renda fixa emitido por bancos e caixas econômicas para captar recursos e financiar suas atividades. Funciona assim:
- Você “empresta” dinheiro para a instituição financeira.
- Em troca, na data de vencimento, a instituição devolve o valor investido acrescido dos juros acordados no momento da aplicação.
As aplicações em CDB contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos até os limites e condições vigentes.
Atualmente, a cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro, respeitado o limite global estabelecido pelo FGC. Essa cobertura, porém, não elimina todos os riscos da aplicação.
Leia mais:Conheça 5 razões para considerar investir em CDBs
O que é uma LCA?
Assim como no caso do CDB (certificado de depósito bancário), outro ativo de renda fixa, e da LCI (Letra de Crédito Imobiliário), quem compra títulos de LCA está fazendo um empréstimo ao banco e, mais tarde, recebe uma remuneração pela operação.
O banco, por sua vez, empresta dinheiro aos produtores rurais com objetivo de financiar atividades vinculadas à produção, comercialização, industrialização de produtos ou insumos agropecuários (máquinas e implementos) usados em atividades do agronegócio.
A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), portanto, é um título vinculado a direitos creditórios originários de negócios realizados entre produtores rurais, suas cooperativas e terceiros, incluindo financiamentos ou empréstimos.
Leia mais:Quer investir no Agro? A LCA é opção; veja o que é e como funciona este investimento
Vantagens dos investimentos indexados ao IPCA
Uma das principais características desses ativos é a vinculação à inflação. Como a rentabilidade acompanha o avanço dos preços, eles podem ajudar o investidor a preservar poder de compra ao longo do tempo, desde que estejam alinhados ao prazo, ao perfil e aos objetivos de quem investe.
Além disso, muitos desses investimentos oferecem previsibilidade de retorno real, já que a taxa acima da inflação é definida no momento da aplicação. Isso pode ser útil para objetivos de médio e longo prazo.
Outro ponto positivo é a diversificação, já que esses ativos podem complementar carteiras expostas a juros prefixados ou pós-fixados.
Riscos
Por outro lado, investimentos atrelados ao IPCA também têm riscos. Um dos principais é a volatilidade no curto prazo, especialmente em títulos marcados a mercado, como o Tesouro IPCA+. Em cenários de alta de juros, o preço desses papéis pode cair antes do vencimento.
Além disso, caso a inflação fique abaixo do esperado, a rentabilidade total pode ser menor do que a de outros ativos, como os pós-fixados atrelados à taxa Selic.
Também é importante considerar o prazo. Esses investimentos tendem a ser mais adequados para horizontes mais longos, já que oscilações no curto prazo podem impactar o retorno se houver resgate antecipado.
Nos títulos privados, como CDBs, LCIs e LCAs, há ainda risco de crédito da instituição emissora. Alguns desses produtos contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, dentro dos limites e condições vigentes, mas essa proteção não elimina todos os riscos. Também pode haver risco de liquidez, especialmente em produtos com resgate apenas no vencimento ou negociação limitada no mercado secundário.
Para qual perfil de investidor esses produtos podem fazer sentido
Investimentos indexados ao IPCA podem fazer sentido para investidores que buscam exposição à inflação e têm objetivos de médio e longo prazo, especialmente quando há possibilidade de manter os recursos aplicados até o vencimento.
A adequação, porém, depende do perfil de risco, do prazo, da necessidade de liquidez e da composição da carteira de cada investidor. Para quem pode precisar do dinheiro no curto prazo, produtos com vencimentos longos ou baixa liquidez podem não ser adequados.
Antes de investir, é importante consultar as informações completas de cada produto, incluindo documento técnico, condições de emissão, prazo, liquidez, tributação, custos, riscos e disponibilidade na plataforma da XP.
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