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Quem é Roberta Luchsinger, empresária e amiga de Lulinha que será ouvida pela PF

Quem é Roberta Luchsinger, empresária e amiga de Lulinha que será ouvida pela PF

A empresária Roberta Luchsinger voltou ao centro das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social após ser convocada para depor à Polícia Federal nesta quarta-feira (20). A oitiva integra a operação que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

Apontada pela PF como integrante do núcleo político e financeiro do esquema, Roberta é investigada por suspeita de participar da movimentação e ocultação de recursos ligados ao grupo comandado por Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo relatórios da investigação, ela teria atuado por meio da empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., que recebeu cerca de R$ 1,5 milhão de uma companhia considerada de fachada e associada ao grupo investigado.

Roberta Luchsinger é neta e herdeira de um ex-acionista do Credit Suisse e também ficou conhecida por sua proximidade com figuras políticas da esquerda brasileira. Ela foi companheira do ex-delegado da PF Protógenes Queiroz, que ganhou projeção nacional durante operações de combate à corrupção nos anos 2000.

Nos últimos anos, passou a se manifestar com frequência nas redes sociais em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de integrantes do governo federal. Em publicações, criticou parlamentares da direita e celebrou decisões judiciais contra adversários políticos do PT.

Ela também demonstrou apoio público ao ministro Jorge Messias, indicado ao STF, e comemorou a inelegibilidade do ex-procurador Deltan Dallagnol.

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A investigação da PF também cita a proximidade entre Roberta e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. A relação motivou tentativas de convocação da empresária na CPMI do INSS, embora os pedidos tenham sido barrados pela maioria governista na comissão.

Em uma das decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, aparece a descrição de cinco transferências de R$ 300 mil feitas por uma empresa ligada ao “Careca do INSS” para a companhia de Roberta.

Mensagens interceptadas pela PF indicam que um dos pagamentos seria destinado ao “filho do rapaz”, sem identificação explícita de quem seria citado na conversa.

Apoio financeiro a Lula após Lava Jato

Roberta ganhou notoriedade nacional em 2017, durante a Operação Lava Jato, quando anunciou a intenção de doar cerca de R$ 500 mil em dinheiro, joias e bens de luxo a Lula após o bloqueio judicial de contas e planos de previdência do petista.

Na ocasião, ela afirmou que os bens poderiam inclusive ser penhorados pela Justiça. O episódio ampliou sua visibilidade política e fortaleceu sua associação pública ao entorno do presidente.

Investigação e suspeitas

Segundo a PF, empresas ligadas ao grupo investigado eram usadas para pulverizar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro desviado de aposentados e pensionistas.

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Os investigadores afirmam que a atuação de Roberta seria relevante para a movimentação financeira do esquema, hipótese que ainda é apurada no inquérito. A defesa da empresária não comentou publicamente as acusações até o momento.



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