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China cria plano para modernizar aviação civil até 2030

China cria plano para modernizar aviação civil até 2030

China estabelece plano para a aviação civil até 2030 com foco em segurança, infraestrutura, digitalização, conectividade e redução de emissões

A Administração de Aviação Civil da China (CAAC), em conjunto com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) e o Ministério dos Transportes do país asiático, publicou na última quarta-feira (12), o 15º Plano Quinquenal para o Desenvolvimento da Aviação Civil.

O documento estabelece as diretrizes para o setor entre 2026 e 2030, com foco em segurança operacional, expansão e modernização da infraestrutura, transformação digital, redução de emissões e ampliação da conectividade aérea doméstica e internacional.

O plano estabelece que, até 2030, os níveis de segurança, capacidade de atendimento e infraestrutura da aviação civil chinesa deverão alcançar padrões considerados de referência mundial.

O documento também prevê avanços em inovação tecnológica, desenvolvimento de baixo carbono e capacidade de governança. Segundo a CAAC, as medidas deverão ampliar a contribuição da aviação civil para estratégias nacionais e para o desenvolvimento econômico e social regional.

A orientação faz parte da estratégia chinesa de construção de um sistema de transporte moderno e de uma indústria de aviação civil integrada, digitalizada e com maior eficiência operacional.

Seis sistemas prioritários

O 15º Plano Quinquenal organiza as ações da aviação civil chinesa em seis grandes sistemas.

O primeiro é um sistema de segurança da aviação, com medidas para prevenção e controle de riscos, fortalecimento da fiscalização e ampliação das capacidades de garantia da segurança operacional. O objetivo declarado é evitar acidentes graves e assegurar a segurança das operações e dos passageiros.

O segundo é um sistema de transporte aéreo de alta qualidade e eficiência. A estratégia prevê uma rede mais acessível, resiliente, diversificada e integrada, com expansão da conectividade doméstica e internacional.

O terceiro eixo corresponde à infraestrutura aeroportuária e aeronáutica. O plano prevê modernização, renovação e transformação digital das instalações existentes, além da expansão coordenada da capacidade. A infraestrutura deverá incorporar soluções mais inteligentes e de menor impacto ambiental.

Digitalização e inovação

O quarto sistema concentra-se na inovação tecnológica e na autonomia do setor. Entre as prioridades estão a transformação digital da aviação civil, o desenvolvimento da aviação civil de baixa altitude e a integração entre educação, pesquisa, tecnologia e formação de profissionais.

O documento associa essas iniciativas à criação de novas capacidades produtivas no setor aeronáutico e ao fortalecimento da autonomia tecnológica chinesa.

A aviação de baixa altitude aparece como uma das áreas de desenvolvimento previstas no planejamento, em conjunto com tecnologias digitais e novas aplicações para o transporte aéreo civil.

Transição energética

O quinto eixo trata do desenvolvimento verde e de baixo carbono. A China pretende coordenar a transição dos combustíveis fósseis com a implantação e o desenvolvimento de mecanismos relacionados ao mercado de carbono da aviação.

O plano também prevê investimentos em inovação tecnológica, integração industrial e sistemas de governança ambiental. As medidas deverão combinar redução de emissões, controle da poluição e expansão de práticas sustentáveis no setor.

A estratégia está vinculada às metas chinesas de atingir o pico de emissões de carbono e avançar posteriormente para a neutralidade de carbono.

Reforma e governança

O sexto sistema corresponde à governança da aviação civil. O plano prevê aprofundamento das reformas, ampliação da abertura e da cooperação internacional e aprimoramento dos mecanismos regulatórios.

A estratégia busca combinar maior participação do mercado com capacidade de coordenação do governo, além de ampliar a influência internacional da aviação civil chinesa.

A CAAC deverá coordenar a execução do plano por meio de programas anuais, projetos estratégicos e medidas de política pública. O documento também prevê mecanismos de coordenação entre diferentes órgãos para acompanhar o cumprimento das metas estabelecidas para o período de 2026 a 2030.





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