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Boeing negocia pedido de até 600 aviões com a China

Boeing negocia pedido de até 600 aviões com a China

A Boeing pode fechar um pedido de até 600 aeronaves com companhias aéreas chinesas durante visita de Donald Trump à China

A Boeing pode anunciar um novo pedido de aeronaves com companhias aéreas chinesas durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim nos dias 14 e 15 de maio.

Segundo veículos da imprensa norte-americana e chinesa, o pacote em negociação pode incluir até quinhentas aeronaves da família 737 MAX e cerca de cem widebodies, em um acordo potencialmente distribuído entre múltiplas transportadoras chinesas.

O CEO do fabricante, Kelly Ortberg, é esperado na comitiva empresarial que acompanhará Trump à China. A movimentação ocorre em meio ao esforço da fabricante para retomar vendas relevantes no mercado chinês após anos de paralisação comercial.

Pedidos para múltiplas companhias

Caso seja confirmado, o pedido deverá seguir o modelo de negociações anteriores conduzidas por canais estatais chineses, com aeronaves destinadas a diferentes operadoras do país, e não a uma única companhia.

A China mantém uma base relevante de operadores do 737 MAX. Segundo a imprensa estatal chinesa, treze companhias aéreas domésticas operam atualmente 97 unidades do modelo. Entre as principais estão China Southern Airlines, Air China e Hainan Airlines.

Outras operadoras incluem Shanghai Airlines, Xiamen Airlines, Shandong Airlines, além de empresas como Fuzhou Airlines e Lucky Air, que retomaram operações com o modelo após sua recertificação no país.

Apoio político

Apesar das negociações, o acordo ainda é considerado incerto diante do atual cenário geopolítico entre Washington e Pequim.

Em entrevista à agência Reuters em abril, Ortberg disse que um pedido de grande porte depende diretamente do envolvimento da Casa Branca.

Relação bilateral pressionada

A reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping deve abordar temas sensíveis da relação bilateral, incluindo tarifas comerciais, controle de exportações tecnológicas, minerais estratégicos, Taiwan e os desdobramentos da guerra envolvendo o Irã.

Um grupo bipartidário de senadores norte-americanos também já está na China antes do encontro. O senador Steve Daines afirmou esperar que as conversas resultem em novas compras de aeronaves da Boeing por companhias chinesas.

Jejum de pedidos chineses

O fabricante não registra um grande pedido chinês desde 2017. O período sem novas encomendas foi impactado por diferentes fatores, incluindo a suspensão global do 737 MAX após os acidentes com o modelo, a pandemia de covid-19, disputas comerciais entre Estados Unidos e China e problemas industriais e regulatórios enfrentados pela Boeing.

O último grande acordo ocorreu em novembro de 2017, durante a primeira visita oficial de Trump à China. Na ocasião, a Boeing e a China Aviation Supplies Holding Co. anunciaram pedidos e compromissos para trezentas aeronaves, avaliadas pelo fabricante em mais de US$ 37 bilhões (R$ 182,9 bilhões) com base em preços de tabela.





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