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ANAC prevê certificação do Boeing 737 MAX 10 ainda em 2026

ANAC prevê certificação do Boeing 737 MAX 10 ainda em 2026

Presidente da ANAC diz que reguladores dos EUA devem emitir certificação do Boeing 737 MAX 10 ainda este ano

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) espera que reguladores norte-americanos da FAA concluam ainda em 2026 a certificação do Boeing 737 MAX 10, maior versão da família 737 MAX.

Segundo Tiago Faierstein, diretor-presidente da ANAC, em entrevista à agência Reuters ontem (9), o órgão pretende acelerar o processo de validação nacional assim que a aprovação norte-americana for concedida.

A certificação do modelo é considerada estratégica para companhias aéreas que possuem encomendas da aeronave, incluindo a Gol Linhas Aéreas, que prevê utilizar o jato de corredor único em seus planos de expansão de frota.

Expectativa de certificação

Segundo Faierstein, ele acredita que a certificação do 737 MAX 10 ocorrerá ainda este ano. “Como esse é um cronograma da FAA, eu realmente não posso comentar, mas acredito fortemente que isso acontecerá este ano”.

O executivo acrescentou que a agência brasileira trabalhará para concluir rapidamente a etapa de validação regulatória no país. “Trabalharemos para tornar isso rápido aqui também. Sabemos que a Gol realmente precisa dessas aeronaves”, disse o diretor-presidente da ANAC.

Processo internacional de certificação

A ANAC e a FAA integram o Certification Management Team (CMT), grupo formado ainda pelas autoridades aeronáuticas da Europa e do Canadá para coordenar processos de certificação de aeronaves.

A Boeing enfrenta atrasos na certificação dos 737 MAX 7 e 10 devido a questões relacionadas ao sistema de degelo dos motores. A resolução desse requisito regulatório é considerada um dos principais obstáculos para a entrada em serviço das duas variantes.

A aprovação do MAX 10 representa um passo importante para o fabricante e para operadores que planejam incorporar o modelo de maior capacidade da família 737 MAX.

Certificação dos eVTOL

O diretor-presidente da ANAC também defendeu uma maior cooperação entre Brasil e Estados Unidos para o desenvolvimento de normas e processos de certificação de aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOL).

A declaração ocorre em um momento de avanço dos projetos voltados à mobilidade aérea urbana, segmento que busca introduzir aeronaves elétricas para transporte de passageiros em trajetos urbanos e metropolitanos.

Cronograma da Eve

A Eve Air Mobility, controlada pela Embraer, revisou recentemente o cronograma de entrada em serviço de seu eVTOL para 2028. Inicialmente prevista para 2026, a certificação da aeronave já havia sido adiada anteriormente para 2027.

Segundo Tiago Faierstein, o novo prazo é compatível com os desafios envolvidos na criação da infraestrutura necessária para a operação desse novo segmento da aviação.“Em relação ao processo da aeronave, estamos muito confiantes. A Embraer está avançando e os testes têm sido bem-sucedidos. A questão é o ecossistema”, disse.

Infraestrutura e regulamentação

De acordo com a agência reguladora, a entrada em operação dos eVTOL depende não apenas da certificação das aeronaves, mas também do desenvolvimento de uma estrutura operacional abrangente.

Entre os elementos necessários estão sistemas de recarga elétrica, formação e licenciamento de pilotos, definição de procedimentos operacionais e adaptação das regras de controle de tráfego aéreo.

A avaliação da ANAC indica que o avanço tecnológico dos veículos está acompanhado por desafios regulatórios e operacionais que precisarão ser solucionados antes da introdução comercial em larga escala da mobilidade aérea urbana.





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