Amaro Aviation oferece cotas de aeronaves e modelo de propriedade compartilhada com divisão de custos e possibilidade de táxi-aéreo
A Amaro Aviation anunciou este mês, a disponibilidade de cotas de aeronaves para venda e uma modalidade de compartilhamento destinada também a proprietários que já possuem uma aeronave.
O modelo permite dividir a propriedade e os custos fixos entre coproprietários e, mediante interesse dos envolvidos e cumprimento das exigências regulatórias, disponibilizar o avião para operações de táxi-aéreo nos períodos em que não estiver em uso pelos cotistas.
A estrutura de propriedade compartilhada distribui entre os cotistas despesas relacionadas à manutenção e à operação da aeronave. A proposta também prevê a possibilidade de gerar receita com o fretamento do avião, desde que sejam atendidos os requisitos necessários para a realização desse tipo de operação.
Nesse formato, o gerenciamento realizado pela Amaro Aviation inclui a administração da aeronave e a organização de sua operação de acordo com as normas aplicáveis, incluindo as exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
A disponibilização para táxi-aéreo pode permitir que períodos sem utilização pelos proprietários sejam destinados ao fretamento. A receita obtida nessas operações pode ser utilizada para compensar parte das despesas associadas à aeronave.
Cotas para novos coproprietários
As cotas colocadas à venda são destinadas a interessados em ingressar na propriedade compartilhada de uma aeronave. O modelo permite dividir o investimento de aquisição e os custos recorrentes entre os participantes.
A empresa também oferece a modalidade para proprietários que já possuem uma aeronave e desejam compartilhar a propriedade do bem. Nessa configuração, a Amaro Aviation pode conduzir a comercialização das cotas e identificar potenciais compradores para cada aeronave.
O mecanismo altera a estrutura de utilização e de distribuição dos custos de um avião que já integra o patrimônio do proprietário, reduzindo sua participação direta no processo de busca por novos coproprietários.
Uso individual
Apesar da divisão da propriedade, a utilização da aeronave permanece vinculada ao cotista responsável por cada viagem. Os voos podem ser realizados com seus convidados e familiares, sem compartilhamento da cabine com outros coproprietários durante a mesma operação.
A separação entre propriedade compartilhada e uso individual mantém a utilização da aeronave vinculada à programação de cada cotista, conforme as condições estabelecidas no modelo de gestão.
Regras
A propriedade compartilhada de aeronaves é utilizada em mercados de aviação executiva nos Estados Unidos e na Europa há mais de três décadas. No Brasil, a atividade passou a contar com regulamentação específica da ANAC em 2021, estabelecendo requisitos aplicáveis a cotistas e administradores desses programas.
A regulamentação estabeleceu parâmetros para a estruturação dos modelos de propriedade compartilhada no país e definiu responsabilidades relacionadas à administração e à operação das aeronaves.
