Deborah Secco vai se casar. E ficou surpresa com ela mesma. Após a separação do diretor Hugo Moura, com quem teve uma filha, Maria Flor, de 10 anos, a atriz achava que nunca mais teria um relacionamento para valer. Pensava que, daqui para frente, ia só “curtir a vida”. Mas aí veio a vida e colocou o produtor musical e empresário do universo sertanejo Dudu Borges em seu caminho.
Os dois se conheceram nos bastidores da série “Rensga hits!”. Ela interpretava Marlene Sampaio, a dona de uma grande casa de composições musicais e empresária rigorosa no meio sertanejo. Ele era o diretor musical e responsável pelas canções originais do programa. Deu match. Os dois começaram a namorar, ficaram noivos e vão se casar no ano que vem. Deborah falou sobre a relação com o noivo em entrevista ao Globo. Leia um trecho:
Você e Dudu Borges vão se casar no ano que vem. Após vários relacionamentos e uma separação, o que deseja e o que não quer nessa relação?
Jurava que nunca mais ia casar ou ter alguém. Pensava que ia curtir a vida. O que me fez mudar de ideia foi me sentir cuidada, escolhida, priorizada. É uma pessoa que ama do jeito que sou, que tira o melhor de mim. Não preciso provar, posso ser de verdade. É uma relação diferente de todas que já tive, num lugar de tranquilidade, paz, calmaria. De entender que o amor não é o que eu achava que era: ebulição, desespero. Buscava esse tipo de afeto que me inebriava. Essa loucura é efêmera e acaba. Depois, dá um vazio. Nossa relação foi construída na amizade, cumplicidade, tempo, respeito. Sou quieta, não gosto de sair de casa, gosto de silêncio. Ele também. Somos muito parecidos. Encontrei um chato que nem eu (risos).
Optou por manter esse relacionamento longe dos holofotes, ao contrário dos outros. Como lida com as críticas de que estaria se moldando para se adaptar a esse relacionamento?
Essa coisa de se moldar às pessoas, para mim, é um elogio, porque eu sou uma pessoa que dificilmente abro mão de querer as coisas do meu jeito. Passei a vida inteira fazendo tudo do meu jeito, então, quando algo não era do meu jeito, não me servia. Egoísta mesmo. A maturidade me ajudou muito com isso, porque sempre estive em primeiro lugar. E, na minha profissão, eu faço o meu horário, a minha agenda, tenho a minha equipe, meus funcionários e é tudo muito sobre mim, tudo sobre a minha vontade. Todo mundo trabalha para para me satisfazer. É muito perigoso. A minha vida inteira foi flertando com esse lugar de tentar fazer pelo outro.
Então, em alguns namoros, tudo era do meu jeito, mas tentava dar uma maquiada de que era como o cara queria, mas sabia que, no final, o que importava mesmo era o meu jeito. Depois que fui mãe, não. Acho que muito desse relacionamento e do sucesso que ele tem tido na minha vida assim, de realmente, me fazer feliz, é entender que é preciso mesmo se moldar para caber num relacionamento.
É preciso ceder dos dois lados para que dê certo, não é?
Não é deixar de ser quem você é na sua essência, porque isso eu não vou deixar nunca. Sou uma mulher que brigo por isso, brigo pela minha liberdade de ser quem eu sou. Sou uma mulher, inclusive, uns degraus acima do quanto é o esperado social. Eu brigo mesmo pela liberdade de ser a mulher que eu sou, de ser livre para pensar o que eu penso.
Mas quando você encontra alguém, você vem com uma bagagem, a pessoa também, né… E claro que ele vai ter que se moldar um pouco para caber no meu jeito e eu vou ter que me moldar para caber no jeito dele. Olhando para trás, talvez, nunca tenha dado certo porque eu nunca me moldei mesmo. Era como eu queria e se não fosse, um beijo, tchau.
Ele mora em São Paulo. Como é a rotina de vocês?
Tenho guarda compartilhada da Maria Flor. Na semana em que estou com ela, fico no Rio. Na semana que ela está com o Hugo, vou para São Paulo ficar com o Dudu. A gente fica em casa vendo série. Ele não gosta de sair e nem eu.
