Conhecida por participar de produções como “Heroes” (2006–2010), “Nashville” (2012–2018), “Duelo de titãs” (2000), a atriz Hayden Panettiere — que morreu aos 36 anos, no domingo (16) — enfrentou uma profunda depressão pós-parto depois do nascimento da filha, em 2014. No livro de memórias “This is me: a reckoning”, ela conta que, após um parto complicado e uma cirurgia de emergência, conheceu a recém-nascida, mas não conseguiu sentir qualquer emoção.
“Eu precisava descobrir como criar um vínculo com ela. Parecia uma tarefa impossível, e eu estava apenas no primeiro dia”, disse ela. “Não era pânico o que estava no meu peito. Era nada. Um apagão total de emoções, como se minha alma estivesse morta.”
Os sintomas se agravaram nos meses seguintes, quando Panettiere tentou encontrar no álcool uma forma de recuperar alguma sensação de bem-estar. Cerca de quatro meses depois do parto, ela relata que passou a beber uma garrafa de vinho por noite. Durante o dia, ela também bebia outras bebidas.
“A primeira coisa em que eu pensava quando acordava era álcool. Não era minha filha, não era meu trabalho e nem o resto da minha vida. Eu precisava de uma bebida para funcionar às 6 da manhã”, afirmou.
Naquele período, a atriz também conciliava a maternidade com as gravações de “Nashville”, série em que trabalhou entre 2012 e 2018.
Entre a terceira e a quarta temporadas da produção, Panettiere procurou uma clínica de reabilitação pela primeira vez e recebeu o diagnóstico de depressão pós-parto. A atriz voltou ao tratamento posteriormente e, em 2018, quando a garota tinha três anos, seu então companheiro, o ex-boxeador Wladimir Klitschko, pediu a guarda integral da menina, alegando preocupação com os cuidados que ela recebia enquanto estava com a mãe.
Panettiere acabou concordando que a filha fosse morar com o pai na Ucrânia. Em suas memórias, ela afirma que a decisão foi uma das experiências mais dolorosas de sua vida.
