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EUA iniciam estudo para definir futuro sucessor do B-52

EUA iniciam estudo para definir futuro sucessor do B-52

Análise prevista no orçamento de 2027 vai avaliar requisitos para um novo bombardeiro pesado, enquanto a USAF moderniza o B-52J

A Força Aérea dos Estados Unidos vai iniciar, no orçamento de 2027, uma análise de alternativas para definir os requisitos de um futuro bombardeiro pesado, em um estudo que pode abrir caminho para o sucessor do B-52.

A iniciativa buscará estabelecer parâmetros de desempenho, atributos de sistema e capacidades operacionais para a próxima etapa da aviação estratégica norte-americana de longo alcance.

O Boeing B-52H Stratofortress está em serviço ativo desde 1961 e ainda ocupa papel central na capacidade dos Estados Unidos de ataque de longo alcance. Porém, o estudo não representa, por enquanto, o lançamento de um programa formal de definição de uma aeronave específica. Trata-se de uma etapa preliminar, usada pelo Departamento de Defesa (DoD) para comparar opções antes de uma eventual competição industrial. Ainda assim, o movimento é relevante porque indica que o Pentágono começa a olhar para o cenário posterior à modernização do B-52 e à entrada em serviço do Northrop Grumman B-21 Raider.

Segundo os documentos orçamentários, a análise deverá estabelecer parâmetros-chave de desempenho, atributos essenciais do sistema e requisitos adicionais para um futuro bombardeiro pesado.

O orçamento prevê US$ 1 milhão para estudos preliminares, depois de uma demonstração classificada de prova de conceito realizada no B-52, concluída no ano fiscal de 2025, ao custo estimado entre US$ 3 milhões a US$ 3,9 milhões, conforme diferentes descrições do projeto.

Ainda assim, o escopo do orçamento parece mais amplo do que a simples substituição direta do B-52H, inclusive detalhando que a USAF deve examinar diferentes formas de cumprir a missão de ataque standoff — onde o bombardeiro permanece fora do espaço aéreo inimigo e lança armas de longo alcance contra alvos em ambiente contestado.

Essa discussão ocorre enquanto a força aérea avança na conversão das 76 unidades do B-52H remanescentes para o padrão B-52J, que inclui novos motores Rolls-Royce, aviônicos atualizados, cockpit digital, radar modernizado e outras modificações estruturais e de missão. O objetivo é de manter a frota operacional ao menos até a década de 2050, dez anos a mais do que o estimado no início dos anos 2000.

Caso a frota de B-52J permaneça operacional até 2050, as aeronaves terão mais de 90 anos quando forem retiradas de serviço.





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