A busca por vida fora da Terra deu um novo passo importante. Astrônomos identificaram 45 planetas rochosos com características semelhantes às do nosso planeta, considerados os mais promissores para abrigar vida no universo.

Montagem do Sistema Solar com os planetas / Foto: Nasa/JPL/ASU
O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto Carl Sagan, da Cornell University, e publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Os cientistas analisaram milhares de exoplanetas e selecionaram aqueles que estão na chamada zona habitável, onde pode existir água líquida, um dos principais requisitos para a vida.
O que torna esses planetas especiais
Primeiramente, todos os 45 planetas são rochosos, ou seja, possuem superfície sólida, assim como a Terra. Além disso, eles orbitam suas estrelas em uma distância considerada ideal, nem muito quente nem muito fria.
Essa região, conhecida como “zona habitável”, permite a presença de água líquida na superfície, fator essencial para o desenvolvimento de organismos vivos.
Como os cientistas fizeram a seleção
Para chegar a essa lista, os pesquisadores usaram o próprio Sistema Solar como referência. Dessa forma, compararam características como tamanho, temperatura e radiação recebida das estrelas.
Entre mais de 6 mil exoplanetas já descobertos, apenas 45 atenderam aos critérios mais rigorosos, o que mostra como planetas potencialmente habitáveis são raros.
Um “vizinho” chama atenção
Entre os planetas identificados, um dos destaques é Proxima Centauri b, localizado a apenas 4,2 anos-luz da Terra.
Por estar relativamente próximo em termos astronômicos, ele se torna um dos principais alvos para futuras missões espaciais e estudos mais detalhados.
Próximos passos da ciência
Agora, os cientistas pretendem investigar a atmosfera desses planetas para buscar sinais de vida, como gases específicos.
Além disso, telescópios avançados, como o James Webb, devem ajudar a analisar esses mundos com mais precisão nos próximos anos.
Um avanço na busca por vida
Portanto, a descoberta desses 45 planetas não confirma a existência de vida fora da Terra, mas representa um avanço importante.
Assim, a ciência se aproxima cada vez mais de responder uma das maiores perguntas da humanidade: estamos sozinhos no universo?
Fonte: Revista Planeta

