O Cenipa divulgou o relatório final do acidente com um ATR 72-500 da Voepass, em agosto de 2024, em Vinhedo, no interior de São Paulo
Foi divulgado nesta quinta-feira (23), o relatório final da investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre o acidente com a aeronave da Voepass, ocorrido em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo/SP, que resultou na morte de 62 pessoas.
O documento foi enviado para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que fará a análise técnica do documento.
Segundo o órgão, a próxima etapa consiste na avaliação detalhada das conclusões apresentadas pelo Cenipa e das recomendações de segurança operacional que estejam sob competência da agência.
O processo envolverá análise técnica das medidas apontadas no relatório para verificar a necessidade de ações regulatórias, fiscalizatórias ou administrativas voltadas ao aprimoramento da segurança da aviação civil brasileira.
Histórico
O acidente aconteceu por volta das 13h20 (Brasília). A aeronave de matrícula PS-VPB estava em operação comercial desde junho de 2010 e pertencia à frota da companhia aérea desde setembro de 2022. Ela seguia de Cascavel, no oeste do Paraná, para o aeroporto de Guarulhos (GRU), com quatro tripulantes e 58 passageiros.
Quatro dias depois, José Luiz Felício Filho, então presidente da Voepass, disse que a empresa possuia diretrizes sólidas para garantir a segurança de seus voos, seguindo as melhores práticas internacionais.
Em 11 de março de 2025, a ANAC determinou a suspensão total dos voos da companhia, em caráter cautelar. Na ocasião, a decisão foi tomada devido à incapacidade da companhia aérea em solucionar irregularidades identificadas durante a supervisão realizada pela agência reguladora.
Além disso, foram constatadas violações às condicionantes previamente estabelecidas para a continuidade das operações dentro dos padrões de segurança exigidos.
Em 23 de abril, a Voepass entrou com um pedido de recuperação judicial, como estratégia para reorganizar seus compromissos e reforçar a estrutura de capital. A medida dava continuidade ao processo iniciado dois meses antes, quando a empresa obteve tutela cautelar preparatória deferida pela Justiça.
Em 24 de junho, a ANAC cassou o Certificado de Operador Aéreo (COA) da companhia aérea, proibindo definitivamente a companhia de realizar voos comerciais no Brasil.
