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Acidente com Tupolev TU-154M na Rússia completa 25 anos

Acidente com Tupolev TU-154M na Rússia completa 25 anos

Acidente em 4 de julho de 2001 foi causado por erros da tripulação durante a aproximação para pouso

Há exatos 25 anos, em 4 de julho de 2001, um Tupolev Tu-154M da Vladivostokavia caiu durante a aproximação para o aeroporto de Irkutsk, na Rússia, após perder o controle da em uma curva com velocidade abaixo da recomendada e configuração inadequada para o procedimento de pouso.

A investigação concluiu que ações incorretas dos pilotos levaram ao aumento excessivo do ângulo de ataque, ao estol, à entrada em parafuso chato e ao impacto da aeronave contra o solo.

O voo 352 operava a rota entre Ecaterimburgo e Vladivostok, com escala programada em Irkutsk. A decolagem ocorreu às 19h47 (horário local), e a aeronave atingiu o nível de cruzeiro de 10.100 metros.

Cerca de três horas após a partida, às 01h50, foi iniciada a descida para Irkutsk. A aproximação ficou sob responsabilidade de um dos pilotos.

Às 02h05, a tripulação informou estar a 2.100 metros de altitude com a pista à vista. Nesse momento, a aeronave voava a aproximadamente 540 km/h.

Configuração durante a aproximação

Segundo a investigação, a aproximação apresentou desvios em relação aos parâmetros operacionais recomendados.

O trem de pouso foi comandado para a posição baixada quando a velocidade ainda estava próxima de 420 km/h. O limite operacional para esse procedimento era de 400 km/h. Após o acionamento do trem de pouso, a velocidade reduziu para cerca de 395 km/h, com os motores em marcha lenta.

Durante uma curva à esquerda com inclinação entre 20° e 23°, a velocidade continuou diminuindo até aproximadamente 365 km/h, abaixo da velocidade recomendada de 370 km/h para aquela fase do voo. O aumento de potência ocorreu de forma gradual e foi insuficiente para manter simultaneamente a altitude de 850 metros e a velocidade adequada.

Atuação do piloto automático

Às 02h07min46s, ainda na curva, a redução da velocidade levou o piloto automático a comandar maior deflexão dos profundores para manter a altitude.

Como consequência, o ângulo de ataque aumentou para aproximadamente 16,5°, acionando o alerta sonoro de alto ângulo de ataque.

Ao tentar corrigir a situação, o piloto desconectou o piloto automático, mas aplicou comandos que aumentaram a inclinação lateral da aeronave de cerca de 30° para aproximadamente 48° à esquerda.

Pouco depois, a aeronave ingressou em uma camada de nuvens durante o período noturno, eliminando as referências visuais externas disponíveis até então.

Perda de controle

Diante da deterioração da situação, o outro piloto assumiu os comandos. Conforme o relatório da investigação, os movimentos alternados nos controles de voo aumentaram a instabilidade da aeronave.

Ao perceber uma razão de descida de aproximadamente vinte metros por segundo, um dos pilotos puxou o manche. A manobra elevou rapidamente o nariz da aeronave, aumentando ainda mais o ângulo de ataque.

Sem potência suficiente para sustentar o voo naquela condição, a aeronave entrou em estol, seguido de um parafuso chato. A tripulação não conseguiu recuperar o controle antes do impacto.

Após cerca de 22 segundos em rotação, o avião atingiu o solo sobre a fuselagem, se desintegrou e foi consumido por um incêndio.

Causa do acidente

A investigação atribuiu o acidente a uma sequência de ações incorretas da tripulação durante a aproximação.

Entre os fatores apontados estão:

  • manutenção da altitude durante curva com velocidade inferior à recomendada;
  • atuação do piloto automático elevando o ângulo de ataque para compensar a perda de velocidade;
  • comandos de controle que ampliaram a inclinação lateral da aeronave;
  • atraso no aumento da potência dos motores;
  • comando de cabrar em condição de elevado ângulo de ataque, levando ao estol;
  • ações do comandante consideradas incompatíveis com os procedimentos previstos para recuperação da aeronave.

De acordo com o relatório, a combinação desses fatores provocou a perda de sustentação das asas, seguida da perda de controlabilidade e do acidente durante a aproximação para Irkutsk.





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