2/6/2026 – O Brasil vai sediar o II Fórum de Geoparques Mundiais da UNESCO da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de 2028. A passagem simbólica do direito de receber o evento aconteceu no fim da primeira edição, neste sábado (30), em Arouca, Portugal, com a presença de representantes de diversos países para discutir estratégias de cooperação, turismo responsável e desenvolvimento sustentável em territórios reconhecidos pela UNESCO.
O evento brasileiro acontecerá no Geoparque Quarta Colônia, no Rio Grande do Sul. A vinda do evento para o Brasil foi uma proposta construída no Comitê Estadual de Geoparques, que é coordenado pela Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul. Trata-se de um trabalho de promoção internacional de destinos brasileiros que propiciam experiências turísticas capazes de unir biodiversidade, ciência, cultura e desenvolvimento local.
Atualmente, o Brasil conta com seis Geoparques Mundiais reconhecidos pela UNESCO. A promoção internacional desses destinos integra a estratégia da Embratur de ampliar a presença do Brasil no segmento de natureza e experiências autênticas, alinhadas às novas tendências globais de viagem. O foco está em atrair viajantes que buscam experiências ligadas ao silêncio, desconexão, autenticidade e contato genuíno com comunidades e paisagens preservadas.
“Os geoparques representam uma nova forma de experienciar o Brasil. Hoje, a natureza já aparece entre os principais motivadores de viagem para 63% dos turistas estrangeiros que escolhem o país, e os geoparques unem justamente patrimônio natural, cultura, ciência e desenvolvimento sustentável em experiências altamente alinhadas às novas demandas do turismo internacional. Isso está previsto nas diretrizes do Plano Brasis. O Brasil possui uma das maiores biodiversidades do planeta e reúne atributos únicos para liderar globalmente esse segmento”, afirma o presidente da Embratur, Bruno Reis.
Além da biodiversidade, os parques geológicos brasileiros também se destacam pelo forte impacto social e econômico nos territórios onde estão inseridos. O modelo incentiva o turismo responsável, fortalece comunidades locais, estimula pequenos negócios e promove a conservação do patrimônio geológico e cultural.
“O fato de o Rio Grande do Sul sediar o próximo Fórum de Geoparques Mundiais da Unesco da CPLP reforça o protagonismo que o Estado vem assumindo no turismo sustentável, na valorização do patrimônio natural e na promoção de territórios que unem conservação, conhecimento, cultura e desenvolvimento. Os geoparques representam muito mais do que atrativos turísticos: são instrumentos de transformação econômica e social, capazes de gerar oportunidades, fortalecer comunidades locais, preservar a história e impulsionar novos fluxos de visitantes de forma qualificada e responsável. Receber um evento internacional dessa relevância também amplia a visibilidade do Rio Grande do Sul no cenário global e consolida o Estado como referência em iniciativas que conectam turismo, educação, ciência, identidade cultural e desenvolvimento regional”, destaca o secretário de Turismo do Rio Grande do Sul, Raphael Ayub.
I Edição do Fórum
Com programação de 27 a 30 de maio, o I Fórum de Geoparques Mundiais da UNESCO da CPLP reuniu representantes governamentais, gestores de geoparques, especialistas, universidades e organismos internacionais ligados ao turismo sustentável e à preservação do patrimônio geológico.
A delegação brasileira apresentou experiências ligadas à governança participativa, geoconservação, turismo sustentável, educação científica e desenvolvimento territorial. O Brasil também participou de debates sobre os desafios e oportunidades para criação de novos geoparques nos países da CPLP.
A programação do evento incluiu painéis sobre patrimônio geológico, desenvolvimento territorial, turismo sustentável, educação e comunicação em geoparques, além de visitas técnicas ao território do Geoparque Mundial da UNESCO de Arouca.
Posicionamento
A estratégia da Embratur posiciona os geoparques brasileiros como destinos de excelência para o viajante internacional interessado em natureza, ciência, aventura e experiências culturais autênticas.
Para impulsionar esse mercado, a Agência promove ações contínuas de press trips, famtours e relacionamento com operadores internacionais, além da divulgação dos destinos em campanhas internacionais e plataformas digitais voltadas ao turismo de natureza.
A iniciativa também conta com parceria do Instituto Semeia, organização que atua para incentivar a visitação nos Parques do Brasil, fortalecer a gestão dessas unidades e apoiar o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde estão inseridas. Os roteiros e informações sobre os parques naturais brasileiros estão disponíveis ao mercado internacional por meio da plataforma Visit Brasil parquesnaturais.visitbrasil.com.
“O turismo de natureza projeta a imagem do Brasil, nacional e internacionalmente, como estratégia de desenvolvimento socioeconômico para quem visita e para quem vive no entorno de Geoparques e demais áreas protegidas. Além disso, precisa garantir a conservação da nossa sociobiodiversidade: única e extraordinária. O turismo em parques pode combinar tudo isso: experiências únicas, bem-estar, emprego, renda e conservação ambiental nesses territórios”, afirma Mariana Haddad, gerente de políticas públicas do Semeia.
Geoparques brasileiros
Os Geoparques Mundiais da UNESCO são áreas geográficas reconhecidas internacionalmente pela relevância de seu patrimônio geológico, geridas com foco na conservação, educação e desenvolvimento sustentável.
Entre os destaques brasileiros estão o Geoparque Araripe (CE), que é referência internacional em paleontologia e cultura nordestina; Já o Geoparque Seridó (RN) é símbolo da geodiversidade da Caatinga e da governança comunitária; Temos ainda os Caminhos dos Cânions do Sul (SC/RS) conhecido pelos grandes cânions e turismo de aventura; o Caçapava do Sul (RS) território marcado por formações geológicas singulares; Quarta Colônia (RS) referência em patrimônio paleontológico e desenvolvimento territorial e Uberaba (MG) destaque em geociências e fósseis pré-históricos.
