Fábio Campos é vice-presidente Institucional e Corporativo da Azul Linhas Aéreas (Ana Azevedo/M&E)

SÃO PAULO– Fábio Campos, vice-presidente institucional da Azul, anunciou nesta quarta-feira (28) o compromisso da companhia de estreitar o relacionamento com agentes de viagens e parceiros do mercado. O executivo também informou que a empresa ampliará a equipe comercial e reconheceu a falta de investimentos em produtos e pessoas nos últimos anos.

“Os últimos seis anos foram extremamente desafiadores e nos colocaram em uma posição em que nenhum de nós tinha orgulho de estar. Fazemos questão de reconhecer que aquilo não era a Azul, não é a Azul e não será mais a Azul. Paramos de investir em produto. Pecamos nos nossos voos internacionais e, por isso, quero pedir desculpas a vocês. Sei que isso também impactou muitos de vocês, mas a boa notícia é que isso acabou. Estamos olhando para um novo camino e por isso, reestruturamos a companhia como um todo, não só do ponto de vista financeiro, com a saída do Chapter-11, mas no âmbito de pessoas e da estrutura”, afirmou.

O executivo também destacou a retomada de investimentos em produtos da marca, como o Azul Conforto, o Espaço Azul e novas rotas. Para atender às demandas do mercado, a companhia ampliou a equipe comercial e, segundo Campos, continuará reforçando a estrutura.

Atualmente, o time é composto por:

  • Anderson Serafim, gerente comercial Europa;
  • Joaquim Domingos, gerente do segmento de agências corporativas;
  • Eduardha Borin, gerente de inteligência de mercado;
  • Fábio Campos, vice-presidente institucional;
  • Gaston Rodriguez, gerente comercial Américas;
  • Isabella Lessa, gerente de fretamento;
  • Lucas Frade, gerente do segmento corporativo;
  • Pascoal Brusius, gerente comercial;
  • Ricardo Bezerra, gerente-geral de inteligência comercial;
  • Vicente Brasil, gerente do segmento de consolidação e lazer.

“Em muitas conversas, ouvi que a Azul não falava com as agências e não dava a atenção necessária a elas. Isso era difícil de ouvir para mim, que sempre trabalhei na linha de frente do relacionamento. Quero deixar claro que vocês não são intermediários nem apenas parceiros. Vocês são parte do meu negócio, como se fossem a Azul. Vocês representam algo muito importante para a companhia, e quero construir algo com vocês. Para estarmos mais próximos de vocês estamos reforçando o time de vendas, revendo a estrutura e ampliando nossa capacidade de atendimento. Mas não adianta aumentar apenas a estrutura de relacionamento: também precisamos melhorar nossa parte estratégica, de tecnologia e de suporte”, afirmou.

Compromisso da Azul com os agentes de viagens

Durante o Azul Onboard, Campos reforçou a importância da parceria com o mercado e defendeu a participação dos agentes na construção das próximas iniciativas da companhia.

“Nada do que vamos construir daqui para a frente será feito sozinho, será com vocês. Tragam para a gente o que está funcionando, o que não está funcionando e o que pode melhorar. Se unirmos forças, seremos muito mais efetivos”, frisou.

Guerra no Oriente Médio pressiona custos do setor

O executivo também mencionou os desafios impostos pela guerra no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo e os custos com combustível da aviação. O cenário se agravou pouco depois da conclusão do processo de reestruturação financeira da Azul nos Estados Unidos, conduzido sob o Chapter 11.

“Não esperávamos que, oito dias depois de sairmos do Chapter 11, começaria uma guerra no Oriente Médio, trazendo um novo grande desafio para o setor. Mas sair do Chapter 11 como saímos — reestruturados, enxutos e sem grandes compromissos futuros — nos colocou, na nossa avaliação, em uma posição favorável para enfrentar essa crise e o desafio relacionado ao combustível que estamos enfrentando hoje”, finalizou.