A preservação e perpetuação do legado de Naná Vasconcelos (1944-2016) avança mais um passo importante. Na tarde desta terça-feira (11), foi realizado, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), bairro do Derby, seminário que reuniu pesquisadores, jornalistas, músicos e público em geral, para abordar os primeiros passos da pesquisa que dará base para a produção do documentário “Naná: Um Griô pelo mundo”.
Além da viúva e curadora do acervo de Naná, Patrícia Vasconcelos, participaram do encontro a jornalista e radialista Patrícia Palumbo, que assinará a direção e roteiro do documentário, os jornalistas José Teles e Michelle de Assumpção, além de representantes da Fundaj, da Cátedra Naná Vasconcelos (UFRPE) e da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe), que, no momento, está realizando o trabalho de preservação, catalogação e sistematização do acervo de Naná.
“É uma coisa muito forte pra mim saber que quem tá cuidando disso, quem vai traçar esse percurso do “Griô..” já teve esse contato, já teve essa pesquisa prévia, e agora o olhar é póstumo, é deixar a história dele bem escrita, bem fundamentada”, considera Patrícia Vasconcelos, ao se referir ao empenho coletivo em torno da feitura do documentário.
A convite de Patrícia Vasconcelos, a jornalista e radialista Patrícia Palumbo será a diretora e roteirista de “Naná: Um Griô pelo mundo”, que abraçou a missão com o maior carinho.
“É muito interessante que a gente esteja começando uma pesquisa, abrindo um documentário assim, coletivamente”, disse a jornalista e radialista Patrícia Palumbo, que, a convite de Patrícia Vasconcelos, será a diretora e roteirista de “Naná: Um Griô pelo mundo”, missão que abraçou com o maior carinho.
“Espero encontrar maravilhas porque ele era um cara maravilhoso, divertido, extraordinário… um cara que pensava e dava risada, tem essa coisa muito linda da pessoa física do Naná Vasconcelos, e fora o fato de que ele fez música no mundo inteiro, ou seja: teremos muitas surpresas pela frente”, conta Palumbo sobre o desafio de pesquisar e trazer para o filme a trajetória de um artista cuja obra dialogou com artistas de várias partes do mundo.
Escreva a legenda aquiA jornalista Michelle de Assumpção – que escreveu para a fotobiografia “Naná: Do Recife para o mundo” – destacou que, para além da excelência técnica de Naná como músico, o documentário também poderá ter pano pra manga para abordar a dimensão simbólica e sensível do artista.
“É importante que esse momento tenha sido compartilhado, democratizado, porque para toda pesquisa é importante que tenhamos uma escuta boa. E, independente das coisas que eu tenho, do que a equipe vai pesquisar, essa escuta boa de hoje vai trazer o espírito de Naná para esse documentário. Mais um passo, e mais além, espero que o Memorial Naná venha em breve, seja fortalecido, e que a gente sempre cultive essa alma, esse legado desse mestre. Eu tô muito feliz!”, concluiu Patrícia Vasconcelos.
O evento foi encerrado com a participação do Maracatu Baque Navegante, do bairro do Bongi, entoando loas e reverenciando a potência de um dos nossos mais importantes instrumentistas que o Brasil (e o mundo) já viu surgir.
