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Um em cada quatro pilotos mortos em acidentes aéreos testou positivo para drogas

Um em cada quatro pilotos mortos em acidentes aéreos testou positivo para drogas

Relatório mostra aumento na presença de drogas e medicamentos em pilotos mortos em acidentes aéreos nos EUA entre 2018 e 2022

Um em cada quatro pilotos mortos em acidentes da aviação civil nos Estados Unidos entre 2018 e 2022 testou positivo para drogas com potencial de comprometer o desempenho operacional, segundo atualização publicada recentemente pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes do País (NTSB).

O levantamento analisou exames toxicológicos de pilotos fatalmente feridos e identificou crescimento contínuo na presença de substâncias em comparação com estudos anteriores conduzidos pelo órgão.

De acordo com o relatório 2018–2022 Update to Drug Use Trends in Aviation, 52,8% dos pilotos testaram positivo para pelo menos um tipo de droga ou medicamento, enquanto 27,7% apresentaram duas ou mais substâncias detectadas no organismo.

Base da pesquisa

Entre 2018 e 2022, 984 pilotos em comando morreram em acidentes aéreos nos Estados Unidos. Desse total, 930 — o equivalente a 94,5% — tiveram resultados toxicológicos disponíveis e foram incluídos na análise do NTSB.

O estudo abrange acidentes da aviação civil e busca mapear tendências relacionadas ao uso de medicamentos, substâncias ilícitas e outros compostos detectados após acidentes fatais.

Segundo o NTSB, a presença de substâncias não representa automaticamente incapacidade operacional no momento do voo. “O relatório enfatiza que a presença de drogas identificadas por meio de testes toxicológicos não indica necessariamente comprometimento do piloto. Em vez disso, o estudo documenta tendências na detecção de drogas e fornece contexto para compreender fatores que podem afetar a segurança da aviação”.

Substâncias mais detectadas

Entre os medicamentos e drogas mais frequentemente identificados nos exames toxicológicos estão medicamentos cardiovasculares, anti-histamínicos sedativos, medicamentos isentos de prescrição com efeito não sedativo, remédios para controle de colesterol, medicamentos para próstata ou disfunção erétil e drogas ilícitas.

O anti-histamínico sedativo difenidramina (diphenhydramine) permaneceu como a substância potencialmente incapacitante mais detectada, repetindo o padrão observado em levantamentos anteriores que analisaram os períodos de 1990 a 2012 e de 2013 a 2017.

Crescimento do uso de drogas ilícitas

O relatório também identificou aumento na detecção de drogas ilícitas entre pilotos mortos em acidentes.

A presença desse tipo de substância subiu para 7,4%, impulsionada principalmente pelo aumento de casos envolvendo delta-9-tetrahidrocanabinol (delta-9-THC), principal componente psicoativo da maconha.

O avanço ocorre em meio à ampliação da legalização do uso recreativo e medicinal da cannabis em diversos estados norte-americanos, embora o relatório não estabeleça relação direta entre legislação estadual e os resultados toxicológicos.

Aviação geral

O estudo apontou ainda que a presença de drogas foi menor entre pilotos que operavam voos sob o regulamento Part 135 — segmento que inclui operações fretadas, de táxi-aéreo e determinadas operações comerciais sob regras da agência federal de aviação civil dos Estados Unidos (FAA).

Em contrapartida, os índices foram mais elevados na aviação geral, segmento que concentra operações privadas, aeronaves particulares, turboélices e jatos de negócios de pequeno porte.

Tendência de alta

Segundo o NTSB, os resultados mostram continuidade no aumento da presença geral de drogas entre pilotos mortos em acidentes aéreos em comparação com estudos anteriores.

Esta atualização de pesquisa mostrou um aumento contínuo na presença geral de drogas entre pilotos fatalmente feridos em comparação com os resultados de relatórios anteriores do NTSB que examinaram os períodos de 2013–2017 e 1990–2012. Mudanças na sensibilidade dos testes e nos protocolos também podem ter contribuído para parte desse aumento observado”, de acordo com o relatório.





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