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Três empresas disputam leilão do Galeão nesta segunda-feira

Três empresas disputam leilão do Galeão nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (dia 30), três empresas disputam o leilão de repactuação da concessão do aeroporto do Galeão, terceiro mais movimentado do país, atrás de Guarulhos e Congonhas, ambos em São Paulo. Além do atual administrador RIOGaleão, a espanhola Aena e a suíça Zurich fizeram propostas pelo terminal.

O consórcio RIOGaleão é formado pela gestora brasileira Vinci Compass e pela Changi, operadora de Cingapura. Os lances serão conhecidos na tarde desta segunda-feira, com a abertura dos envelopes na B3, a Bolsa de Valores brasileira, em São Paulo.

O lance mínimo é de R$ 932 milhões, que deverá ser pago à vista pelo vencedor, e analistas esperam uma disputa acirrada entre as três pretendentes, com expectativa de que o certame seja decidido nos lances viva-voz.

O governo tem a expectativa de arrecadar R$ 1,5 bilhão nesta nova concessão. O contrato prevê que a concessionária assuma 100% da operação do terminal, com a saída da sociedade da Infraero, que atualmente detém 49% da concessão. O prazo da concessão vai até 2039.

O novo leilão do Galeão é resultado de um acordo homologado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que prevê, em lugar da devolução do terminal ao governo pela atual concessionária, a realização de um novo leilão com condições mais alinhadas aos modelos de concessões aeroportuárias realizadas recentemente no Brasil. O objetivo é reequilibrar economicamente o contrato original.

Contrato mais moderno

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Entre as novidades do novo contrato estão a substituição dos pagamentos fixos de outorga por uma contribuição variável de 20% sobre o faturamento bruto, aliviando o caixa da concessionária vencedora. Também foi excluída a obrigação contratual anterior de construir uma nova pista, o que exigiria pesados investimentos, adequando a operação à realidade de demanda atual.

No ano passado, o Galeão bateu recorde de passageiros, com 17,5 milhões de pessoas transportadas. Mas o potencial do terminal é de mais de 30 milhões de passageiros/ano, o que mostra seu potencial de crescimento.

O contrato também inclui compensação financeira ao Galeão caso o Santos Dumont ultrapasse limites de número de voos, fortalecendo o terminal da Ilha do Governador como ‘hub’ internacional. Além disso, litígios bilionários entre a concessionária e a União serão extintos, garantindo estabilidade e segurança jurídica para a entrada de uma nova administradora ou continuidade da atual (Changi/Vinci).

A concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, foi colocada em leilão inicialmente em 2013, no auge do otimismo com o turismo no Rio de Janeiro, antes da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, em 2014 e 2016, respectivamente. Mas enfrentou dificuldades com a crise econômica do país, que se transformou em recessão em 2014.

Depois da pandemia, que afetou todo o setor aéreo global, o momento é de recuperação do setor. No ano passado, o Galeão se consolidou como o terceiro mais movimentado do país. O anúncio da companhia áerea Gol, de que a partir do segundo semestre deste ano terá seu ‘hub’ internacional no terminal carioca, com voos para Nova York, Paris, Lisboa e Orlando, é um novo gatilho para aumentar o movimento no terminal.



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