Companhias aéreas brasileiras transportaram gratuitamente 78.000 itens para transplantes entre 2014 e 2025. Em 2026, já foram 1.152 órgãos
Companhias aéreas brasileiras transportaram gratuitamente 78.000 órgãos, tecidos e outros itens destinados a transplantes entre 2014 e 2025.
O volume corresponde a 90% do total de materiais e profissionais de saúde deslocados por via aérea no período, segundo dados da Central Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, consolidados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), no último domingo (27).
Somente entre janeiro e agosto deste ano., foram transportados 1.152 órgãos e 4.860 itens relacionados a transplantes.
Prioridade operacional
O transporte aéreo de órgãos para transplante envolve procedimentos específicos para reduzir o tempo entre a captação e a chegada ao destino. As aeronaves utilizadas pelas companhias recebem prioridade para pousos e decolagens, enquanto os materiais são acondicionados e manuseados de acordo com os protocolos aplicáveis à operação.
Em parte dos deslocamentos, equipes médicas acompanham os órgãos e tecidos durante o voo. A logística também envolve órgãos públicos, operadores aeroportuários, profissionais de saúde, empresas aéreas e instituições responsáveis pelo controle do tráfego aéreo.
Itens mais transportados
Entre 2021 e 2025, as empresas aéreas transportaram gratuitamente 24.400 órgãos e tecidos. Os rins representaram 16% desse volume, seguidos por córneas, com 13%; medula, com 9%; e ossos, com 8%. No intervalo de cinco anos, a quantidade transportada aumentou 24,5%, passando de 4.432 itens em 2021 para 5.520 em 2025.
O maior volume anual registrado no período ocorreu em 2024, quando foram transportados 5.528 itens destinados a transplantes.
Crescimento dos transplantes
A expansão do transporte aéreo acompanhou o aumento da atividade de transplantes no país. Segundo o Ministério da Saúde, o número de transplantes realizados no Brasil cresceu 21% entre 2022 e 2025.
Em 2025, o país registrou mais de 31.000 transplantes, superando o patamar observado antes da pandemia de covid-19, de acordo com os dados do Ministério da Saúde.
A evolução da demanda também ampliou a necessidade de uma logística capaz de conectar centros de captação, unidades de saúde e destinos em diferentes regiões do território brasileiro.
