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Taiwan renova suporte dos caças Mirage 2000-5

Taiwan renova suporte dos caças Mirage 2000-5

Taiwan assinou contrato com a Dassault para garantir suporte técnico, manutenção e disponibilidade operacional da frota de caças Mirage 2000-5

A Força Aérea de Taiwan firmou um novo contrato de suporte técnico com a Dassault Aviation para manter a disponibilidade operacional da frota de caças Mirage 2000-5. O acordo, avaliado em cerca de US$ 29,5 milhões, terá vigência entre setembro deste ano e setembro de 2031 e prevê a continuidade dos serviços de apoio técnico à operação das aeronaves.

A contratação foi formalizada pelo Comando da Força Aérea do Ministério da Defesa Nacional de Taiwan por meio do sistema governamental de compras públicas do país.

Segundo informações divulgadas pela imprensa local, a Dassault deverá manter especialistas técnicos na Base Aérea de Hsinchu, no norte de Taiwan. Os profissionais prestarão apoio direto à Força Aérea da República da China (Rocaf) em atividades relacionadas à manutenção, logística, treinamento e extensão da vida útil das aeronaves.

O contrato dá continuidade ao programa de suporte estrutural iniciado em 2021, quando foi firmado um acordo anterior de aproximadamente US$ 25,3 milhões, com término previsto para setembro.

Frota de Mirage 2000-5

Taiwan adquiriu sessenta caças Mirage 2000-5 da França durante a década de 1990. As primeiras entregas ocorreram em 1997. De acordo com dados mais recentes do Ministério da Defesa, 53 aeronaves permanecem em operação após perdas decorrentes de acidentes ao longo dos anos.

Os Mirage são empregados principalmente na defesa do espaço aéreo do norte da ilha, operando a partir da Base Aérea de Hsinchu.

Cobertura dos contratos

A estratégia de sustentação da frota é baseada em contratos independentes para diferentes componentes e sistemas, renovados normalmente em ciclos de cinco anos.

Entre os principais acordos em vigor estão o suporte estrutural das aeronaves, conduzido pela Dassault desde 2021; sistemas aviônicos e guerra eletrônica, sob responsabilidade da Thales desde 2022; treinamento de pessoal e apoio logístico executados pela DCI-Airco e o suporte aos motores M53-P2 realizado pela Safran Aircraft Engines até 2027.

Entre 2016 e 2018, Taiwan também implementou um amplo programa de modernização logística da frota em cooperação com autoridades francesas e a Dassault. O pacote incluiu contratos para peças dos motores M53-P2 e extensão da vida útil dos mísseis ar-ar MICA e Magic II.

Extensão da vida útil das aeronaves

Em 2023, Taiwan contratou a Dassault para conduzir um programa de verificação estrutural voltado aos Mirage biplaces. Avaliado em aproximadamente US$ 4,8 milhões, o estudo deverá ser concluído em julho.

A análise envolve nove aeronaves de treinamento e tem como objetivo determinar a viabilidade de sua operação por mais vinte anos em missões de instrução e defesa aérea.

Investimentos em estoques de mísseis

Além da manutenção das aeronaves, Taiwan vem ampliando o suporte logístico associado ao sistema de armas do Mirage 2000-5.

Em 2025, o Comando da Força Aérea assinou um contrato-quadro com o grupo europeu de mísseis MBDA no valor de US$ 196,6 milhões. O acordo é associado à manutenção e reposição dos mísseis Magic II e MICA utilizados pela frota.

Debate sobre substituição dos Mirage

O futuro dos Mirage 2000-5 continua sendo tema de discussão nos círculos de defesa taiwaneses. A aeronave apresenta custos operacionais superiores aos dos caças Lockheed Martin F-16 e AIDC F-CK-1 Ching-kuo, que também compõem a aviação de combate da ilha.

Especulações sobre uma eventual aposentadoria antecipada da frota e uma possível substituição pelo Rafale surgem periodicamente. Entretanto, o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan tem dito que os Mirage continuam atendendo aos requisitos de disponibilidade e prontidão operacional.

Relação França-Taiwan

Os programas de suporte à frota Mirage ocorrem em um contexto diplomático delicado. A venda original dos caças Mirage 2000-5 para Taiwan, concluída em 1992 e avaliada em aproximadamente US$ 3,8 bilhões, provocou uma das maiores crises nas relações entre França e China nas últimas décadas.

Desde então, Paris tem tratado os contratos relacionados à frota como atividades de manutenção e sustentação de equipamentos já existentes, evitando classificá-los como novas vendas de armamentos.

Ao mesmo tempo, a pressão chinesa sobre fornecedores europeus ligados ao setor de defesa continua aumentando. Em abril, o Ministério do Comércio da China incluiu sete empresas europeias em uma lista de controle de exportações por suposto envolvimento em vendas de armamentos para Taiwan.





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