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Setor aéreo dos EUA volta ao vermelho após ano de lucros

Setor aéreo dos EUA volta ao vermelho após ano de lucros

Companhias aéreas dos EUA registraram prejuízo de US$ 966 milhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Bureau of Transportation Statistics

As companhias aéreas dos Estados Unidos encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de US$ 966 milhões, segundo dados divulgados na última terça-feira (16), pelo Bureau of Transportation Statistics (BTS).

O resultado representa uma deterioração significativa em relação ao mesmo período de 2025, quando as empresas do setor registraram perdas de aproximadamente US$ 200 milhões.

O levantamento reúne informações financeiras das 22 transportadoras regulares de passageiros em operação no país. O BTS publica os dados trimestralmente em cumprimento às diretrizes estabelecidas pelo Escritório de Gestão e Orçamento dos Estados Unidos.

Reversão após resultados positivos

O desempenho do primeiro trimestre interrompe uma sequência de resultados positivos observada ao longo da maior parte de 2025. Após registrar perdas nos três primeiros meses daquele ano, o setor alcançou lucro líquido de US$ 4 bilhões no segundo trimestre.

No terceiro trimestre de 2025, as companhias aéreas norte-americanas reportaram lucro de US$ 1,6 bilhão. Já no quarto trimestre, o resultado permaneceu positivo, com ganhos de aproximadamente US$ 600 milhões.

O prejuízo registrado entre janeiro e março deste ano representa, portanto, uma reversão da trajetória observada nos trimestres anteriores.

Custos de combustível

O relatório do BTS não atribui oficialmente o desempenho negativo a um fator específico. No entanto, o período foi marcado pelo aumento dos gastos com combustível de aviação em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.

Durante o trimestre, confrontos na região afetaram a operação do Estreito de Ormuz e provocaram danos a infraestruturas petrolíferas em diversos países, cenário que contribuiu para a elevação dos preços do petróleo e dos custos operacionais das transportadoras aéreas.

A tendência é que os impactos sobre as despesas com combustível também sejam refletidos nos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026, abrangendo o período entre abril e junho.

Mudança na composição das receitas

O relatório aponta ainda uma ligeira redução da participação das receitas tarifárias no faturamento total das empresas.

Em contrapartida, as receitas provenientes de taxas de bagagem aumentaram sua participação na composição da receita operacional das transportadoras, compensando parcialmente a queda observada nas vendas de passagens aéreas.

Perdas nas operações internacionais

Entre as 22 empresas analisadas, dezessete operam rotas internacionais. Esse grupo registrou prejuízo líquido após impostos de US$ 435 milhões durante o primeiro trimestre de 2026.

O resultado demonstra que as perdas não ficaram restritas ao mercado doméstico, afetando também as operações de longo curso e os serviços internacionais das companhias aéreas dos Estados Unidos.





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