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Selo Risco estreia laboratório musical que une Jonnata Doll e YMA em encontro inédito

Selo Risco estreia laboratório musical que une Jonnata Doll e YMA em encontro inédito

A gravadora independente Risco apresenta a primeira edição de um laboratório criativo voltado a encontros inéditos entre integrantes de seu catálogo e convidados externos, o “Residência Risco”.


O capítulo inaugural colocou frente a frente Jonnata Doll e os Garotos Solventes e a cantora YMA, aproximando percursos distintos durante um período concentrado de experimentação musical.


Num primeiro olhar, o encontro poderia indicar proximidade estética. A experiência, porém, aponta menos para semelhança direta e mais para complementação entre linguagens.




De um lado, a energia punk abrasiva do grupo surgido no Ceará; do outro, a sonoridade indie de clima etéreo construída pela compositora radicada em São Paulo. O contraste funciona como motor de troca criativa, abrindo novos caminhos expressivos para ambos.


Essa aproximação se manifesta sobretudo nas imagens narrativas presentes nas letras e em afinidades sensíveis compartilhadas pelos participantes.


Tanto YMA quanto Jonnata Doll e os Garotos Solventes citam influência do grupo Cidadão Instigado, especialmente na escrita que combina cotidiano, tensão e sensação de deslocamento.


Nesse território comum, guitarras da banda dialogam com o piano utilizado por YMA, criando um jogo entre intensidade e suspensão.


As três canções surgidas durante o encontro foram captadas no Estúdio Canoa, em São Paulo (SP). A condução sonora ficou a cargo de YMA e Loro Sujo, enquanto Gui Jesus Toledo – fundador do selo Risco — assinou direção e coprodução.


Três músicas

O primeiro registro dessa iniciativa chega ao público com três faixas: “Cuidado”, “Domingo” e “Calçadas”. O repertório apresenta de forma clara como o intercâmbio artístico se materializa.


“Cuidado” nasce de um clima de alerta constante que mistura delírio e realidade. A interpretação vocal sustenta essa dualidade enquanto a guitarra evolui gradualmente, ampliando a carga dramática até atingir um pico instrumental antes de retornar a um movimento cíclico. A arquitetura da música se dá em um crescimento progressivo e na sobreposição de camadas.



“Domingo” desloca o ambiente para um território mais enigmático. A introdução é conduzida pela voz de YMA, acompanhada por arranjo que privilegia atmosferas e texturas produzidas pelos sintetizadores operados pela própria cantora e também por Jonnata Doll. A escrita aposta em jogos sonoros e inversões como “chiclete de gilete” e “canivete de chiclete”, unindo fonética e significado na estrutura da faixa.


Em “Calçadas”, Jonnata assume o início da narrativa num tom direto, próximo de um rock cru, porém melódico. Coros ampliam a dimensão dramática da composição, reforçando a sintonia construída durante o processo coletivo.


Estética visual e clipe

A iniciativa também estabelece linguagem visual própria criada por Maria Cau Levy. O pacote inclui o videoclipe para “Cuidado”.


No clipe, YMA e Jonnata Doll aparecem transformados em criaturas caninas que percorrem ruas da capital paulista, como figuras que poderiam ter escapado da ilha do Dr. Moreau.


Rodado em película 16 mm e dirigido por Izabela Silva, o curta acompanha esses híbridos entre humano e cão explorando a metrópole entre curiosidade, liberdade e reações hostis de quem cruza seu caminho.


Produzido pela Cuy Filmes, o vídeo nasceu de um processo coletivo envolvendo direção, fotografia, arte, maquiagem e design.


A equipe se reuniu em diversos encontros marcados por referências surrealistas, cafés e sessões de cinema, resultando num universo visual estranho, lúdico e provocador.



Catálogo em movimento

Segundo Gui Jesus Toledo, o formato funciona como ferramenta estratégica dentro da agenda de lançamentos dos artistas. Discos completos exigem ciclos longos de criação, gravação e maturação conceitual, o que amplia o intervalo entre novidades.


A dinâmica desse laboratório opera em ritmo diferente: direta, concentrada e intensa. O modelo permite lançar fonogramas entre um álbum e outro, manter o repertório do selo em circulação constante e estimular parcerias improváveis sem necessidade de sustentar projetos extensos.


A ideia é transformar a iniciativa numa série permanente dentro do selo Risco, com identidade consolidada e novos encontros criativos previstos para as próximas edições.


* Com informações da assessoria

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