A 17ª edição do Festival Janela Internacional de Cinema do Recife começa nesta quarta-feira (28) no histórico Cinema São Luiz, a partir das 17h, apostando em uma seleção de títulos fortes para a programação compacta de cinco dias. Ao todo, foram escolhidas 32 obras, entre clássicos e contemporâneos de realizadores pernambucanos e estrangeiros.
Programação
Para a sessão de abertura, o Janela estreia o curta pernambucano ”Sandra Roque”, de Mayara Santana, e o média-metragem francês inédito no continente ”Tutti Frutti”, de Céline Sciamma, responsável por ”Retrato de uma Jovem em Chamas” (2019). A curadoria da 17ª edição do festival é do cineasta e diretor Kleber Mendonça Filho e do programador, crítico e pesquisador Pedro Azevedo Moreira.
Segundo o programador, crítico e pesquisador Pedro Azevedo, o compromisso da equipe e o orçamento do festival foram direcionados para potencializar a programação reduzida, mas de alta qualidade, centralizada no Cinema São Luiz. “Uma programação em que cada um desses cinco dias seja com filmes muito fortes”, expressa o curador em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco.
Um destaque do Janela é o aguardado e curioso ”Tudo Pode Ser Visto” (estreia nos cinemas brasileiros em 26 de novembro de 2026), de Nathan Fielder e Lance Oppenheim. ”Esse filme é uma doideira”, brinca Pedro que procurou inserir o longa na programação do festival após assistir o primeiro trailer.
Pernambuco em foco
Desde a inauguração em 2008 pelos diretores artísticos Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, o Janela é um ponto de encontro do audiovisual independente internacional em Pernambuco. ”O festival sempre foi, o próprio Kleber fala isso, o desejo de compartilhar filmes”, ressalta Pedro.
Para a nova edição, a programação de filmes brasileiros será 100% pernambucana, tanto de curtas-metragens quanto de longas-metragens, o que facilita a presença dos realizadores e das equipes das obras nas sessões. O encerramento do festival será a exibição dos três primeiros episódios da série pernambucana ”Delegado”, dirigida por Leonardo Lacca e Marcelo Lordello.
No total, serão exibidas 15 produções pernambucanas, incluindo também ”Yellow Cake”, de Tiago Melo (”Azougue Nazaré”), longa com uma bem-sucedida circulação por festivais nacionais e internacionais de prestígio, como o Festival de Roterdã, Sitges e CineBH.
Histórico
Em 2026, o Janela Internacional de Cinema do Recife segue sendo um espaço de resgate histórico. Dirigido pelo ator e produtor Mozart Cintra em 1976, ”Luciana, a Comerciária” integra a programação da 17ª edição do festival – será a terceira exibição do filme restaurado na capital depois de duas sessões no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco no dia 20 de setembro deste ano.
O festival também homenageia o saudoso cineasta e escritor Jomard Muniz de Britto (1937-2026), com a seleção de dois curtas-metragens do pernambucano. Em versões digitalizadas, o Janela exibe ”Amanhecendo” (1981) hoje (28) e “Imitação da Vida” (1978) na sexta-feira (30). O artista Alceu Valença participa dessas duas obras e também de ”Vivo 76” (2026), documentário de Lírio Ferreira sobre o disco ”Vivo!” (1976) do cantor e compositor.
Programação do 17° Festival Janela Internacional de Cinema do Recife. Foto: DivulgaçãoSERVIÇO
17ª edição do Festival Janela Internacional de Cinema do Recife
Quando: 28 de outubro até 1° de novembro
Onde: Cinema São Luiz – R. da Aurora, 175 – Boa Vista, Recife
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) pelo site (www.ingressosfundarpe.com.br) e com bilhetes sendo vendidos uma hora antes na bilheteria do cinema
Mais informações: @janeladecinema
