Gisele Bündchen é inegavelmente um dos principais nomes da moda mundial. Nas passarelas de desfiles, a übermodel é sem igual. Mas, muito antes de se tornar uma das modelos mais bem-sucedidas do mundo, ela enfrentou dificuldades para encontrar espaço no mercado. Recém-chegada aos Estados Unidos ainda na adolescência, a brasileira acumulou recusas em testes e audições, já que seu perfil destoava dos padrões de beleza que dominavam o cenário naquele momento.
“A rejeição me ensinou a ser resiliente e a não basear meu valor pessoal na opinião dos outros. Em um dia eu fazia testes o tempo todo e ouvia ‘não’ repetidamente, e de repente estava trabalhando sem parar”, disse ela em uma entrevista W Magazine.
A virada aconteceu em 1999, segundo ela, quando a revista Vogue dedicou sua capa de julho à modelo e a definiu com três palavras que acabariam marcando sua trajetória: “The sexy model” (”A modelo sexy”, no português). A publicação destacou características como sua aparência saudável, os cabelos naturais e a energia que transmitia diante das câmeras.
À revista americana, Gisele relembrou que a mudança foi praticamente imediata. “A confiança e a saúde podem naturalmente transmitir sensualidade, mas, para mim, nunca se tratou de tentar projetar uma imagem — eu apenas estava sendo eu mesma. Quando as pessoas começaram a me associar ao ‘retorno da modelo sexy’, as coisas aconteceram rapidamente”, afirmou.
Hoje, porém, a modelo avalia que o sucesso não estava ligado apenas à sua beleza. “Percebo que o que atraía as pessoas não era apenas minha aparência, mas também minha personalidade. Eu estava muito viva e feliz por estar ali. A moda naquele momento estava mudando e, talvez, eu representasse um espírito mais saudável e cheio de energia”, completou a modelo.
