Nordeste Magazine
Turismo

Prejuízo da TAP Air Portugal aumenta quase 42% no primeiro semestre

Prejuízo da TAP Air Portugal aumenta quase 42% no primeiro semestre

A TAP Air Portugal fechou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de 99,2 milhões de euros, alta de 41,9% em relação a 2025

A TAP Air Portugal divulgou nesta segunda-feira (31), os resultados financeiros do primeiro semestre de 2026, reportando prejuízo líquido de 99,2 milhões de euros, alta de 41,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Entre janeiro e junho, a companhia aérea registrou receitas operacionais de 2,04 bilhões de euros, alta de 4,3% em relação ao mesmo período de 2025, e transportou 8,2 milhões de passageiros, crescimento de 4,2%, enquanto o tráfego, medido em RPK, avançou 5,9%, acima do aumento de 1,7% na capacidade.

Apesar do crescimento da receita e da demanda, o resultado financeiro foi pressionado pelo aumento dos custos com combustível.

Tráfego e ocupação

A TAP operou 57.500 voos no primeiro semestre de 2026. O crescimento do tráfego superou a expansão da oferta, elevando o load factor em 3,4 pontos percentuais, para 85,4%.

As receitas provenientes de bilhetes aumentaram 4,4% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado principalmente pela demanda nos mercados estratégicos, com destaque para a Europa e a América do Sul.

O aumento do tráfego, combinado à evolução da ocupação, ocorreu mesmo com uma expansão mais limitada da capacidade. O indicador RPK cresceu 5,9%, enquanto a capacidade, medida em ASK, avançou 1,7%.

Combustível

O principal fator de pressão sobre os resultados foi o aumento do custo de combustível, que avançou 18,7% no primeiro semestre.

A elevação dos preços do jet fuel teve impacto particularmente relevante no segundo trimestre, quando parte significativa das receitas já havia sido comercializada antes da alta dos custos.

Segundo Luís Rodrigues, CEO da TAP, o aumento dos preços do combustível pressionou os custos antes que as medidas de mitigação sobre as receitas pudessem produzir efeitos completos.

Novo plano estratégico

O primeiro semestre também marcou a conclusão do Plano de Reestruturação da TAP e o início do Plano Estratégico 2026-2035.

A estratégia para a próxima década prevê crescimento das operações de longo curso, diferenciação do produto, ampliação das receitas complementares e transformação digital.

O Programa Horizon será utilizado como plataforma para iniciativas de digitalização, inovação e melhoria contínua. A companhia afirma que o programa deverá acelerar a implementação das medidas previstas no novo planejamento estratégico.

Longo curso e América do Sul

O crescimento da demanda na América do Sul está entre os fatores destacados pela TAP para o desempenho do semestre. A região integra a estratégia de longo curso da companhia, juntamente com o mercado europeu.

A evolução dos indicadores de tráfego mostra aumento da utilização da capacidade disponível. O RPK cresceu mais de três vezes o ritmo de expansão da capacidade no primeiro semestre, contribuindo para a elevação do load factor para 85,4%.

Para a segunda metade do ano, a companhia mantém como prioridades a execução do Plano Estratégico 2026-2035, o controle de custos, a melhoria da rentabilidade, a transformação digital e o crescimento sustentável da operação.





Fonte

Veja também

Azul reestrutura liderança e promove mudanças nas áreas Comercial, Fidelidade e negócios

Redação

Após dois meses, aeroporto de Caracas será reaberto aos passageiros

Redação

5 mudanças anunciadas hoje que afetam filas, preços e taxas

Redação

Leave a Comment

* By using this form you agree with the storage and handling of your data by this website.