Boeing reduz prejuízo para US$ 7 milhões no primeiro trimestre de 2026 com aumento nas entregas comerciais e backlog recorde
A Boeing divulgou nesta quarta-feira (22), os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, reportando prejuízo de US$ 7 milhões (R$ 34,7 milhões), queda de 77,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As receitas totais do fabricante norte-americano fecharam em US$ 22,2 bilhões, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionadas principalmente pelo aumento das entregas de aeronaves comerciais, que totalizaram 143 unidades no período.
O segmento de aviões comerciais gerou US$ 9,2 bilhões em receita no trimestre, com crescimento de 13% na comparação anual, refletindo maior volume de entregas. Apesar disso, a divisão registrou prejuízo operacional de US$ 563 milhões, com margem negativa de 6,1%.
A Boeing manteve a produção do programa 737 em 42 aeronaves por mês e avançou na certificação dos modelos MAX 7 e MAX 10, prevista para este ano, com primeiras entregas estimadas para 2027. O programa 787 operou a uma cadência de oito unidades mensais, enquanto o 777X segue em fase de certificação, também com entrada em serviço prevista para 2027.
No período, a empresa contabilizou 140 pedidos líquidos de aeronaves comerciais e encerrou o trimestre com carteira superior a 6.100 aviões, avaliada em US$ 576 bilhões.
A carteira total de pedidos da companhia alcançou US$ 695 bilhões, o maior nível já registrado, abrangendo os três segmentos de atuação: aviação comercial, defesa e serviços.
Defesa e espaço
A divisão de Defesa, Espaço e Segurança apresentou receita de US$ 7,6 bilhões, crescimento de 21% em relação ao ano anterior, com lucro operacional de US$ 233 milhões e margem de 3,1%.
O desempenho foi impulsionado por maior volume de produção e estabilização operacional. O backlog do segmento atingiu US$ 86 bilhões, sendo 27% provenientes de clientes internacionais.
Durante o trimestre, a empresa firmou acordos para expansão da produção do sistema PAC-3 Seeker e anunciou parceria com a Rheinmetall para oferta do drone MQ-28 Ghost Bat à Alemanha.
Perspectivas operacionais
A Boeing indica continuidade do aumento de produção e avanço nos programas de certificação como fatores centrais para os próximos meses. O fabricante acrescentou que mantém foco em qualidade operacional, estabilidade da cadeia de suprimentos e execução de backlog recorde.
