Azul Linhas Aéreas fechou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão, queda de 51,4% na comparação anual
A Azul Linhas Aéreas divulgou na noite desta quinta-feira (13), os resultados financeiros do primeiro semestre de 2026, reportando prejuízo líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão, queda de 51,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As receitas atingiram R$ 10,4 bilhões, alta de 1,1%. Somente no segundo trimestre, a arrecadação atingiu o recorde de R$ 4,98 bilhões, resultado da estratégia comercial da companhia aérea, que neste período concentrou a capacidade em mercados considerados de maior valor e rentabilidade.
O principal fator de pressão dos custos entre abril e junho foi o combustível, cujo preço subiu 61,8% na comparação anual. Com isso, o item passou a representar aproximadamente 38% das despesas operacionais, ante cerca de 30% no segundo trimestre de 2025.
Durante o trimestre, a Azul continuou recebendo novas aeronaves, em um movimento associado à renovação e ao fortalecimento da frota. A companhia relaciona a evolução da frota a ganhos de eficiência e confiabilidade operacional.
Segundo semestre
Para a segunda metade de 2026, a companhia mantém como principais eixos a rentabilidade, a disciplina na alocação de capacidade, o crescimento das receitas premium e a geração de caixa.
A combinação entre redução de capacidade, aumento da receita unitária, redução do endividamento e reforço da liquidez passa a orientar a execução do plano da Azul em um cenário ainda condicionado pelo custo elevado do combustível e por oscilações na demanda aérea.
