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Por que no possvel comer as laranjas das ruas de Valncia, na Espanha?

Por que no possvel comer as laranjas das ruas de Valncia, na Espanha?

As laranjeiras so presena regular nas ruas valencianas e tambm um abrigo para os dias mais quentes do ano graas sombra que proporcionam. As laranjeiras, imagem marcante da cidade localizada na costa do Mediterrneo, brilham no seu esplendor mximo no vero, cheias de frutas. E certamente a pergunta surgiu mais de uma vez na boca de um turista de cenho arqueado: mas porque diabos ningum come estas laranjas? Elas no so comestveis? A resposta, talvez desconhecida, que elas no so adequadas para consumo humano. As laranjeiras so da espcie Citrus aurantium, mais conhecidas aqui no Brasil por laranja-azeda.

Por que n

Existem 12.000 laranjeiras na cidade valenciana e estima-se que produzam at 400.000 quilos da fruta por ano. No entanto, nunca ser comercializada tampouco consumida.

Por que n

A razo que so laranjas puramente ornamentais. Seu sabor azedo est longe do sabor das laranjas de supermercados ou quitandas, ainda que rendam boas compotas e suco.

Por que n

Suas folhas tambm so usadas para fazer infuses e podem ser usadas em perfumaria e na produo de leos essenciais de neroli. No entanto, a sua principal utilizao ornamental porque na Primavera exala um cheirinho muito bom. Ademais as laranjeiras no so rvores com razes invasoras como muitas que levantam o asfalto e a calada, e adapta-se muito bem ao clima a quase qualquer clima.

Por que n

Por outro lado, consumir essas laranjas “grtis” em vias pblicas pode tambm ser prejudicial sade. A casca da fruta absorve gases txicos derivados da poluio da cidade.

Por que n

Alm disso, a qualidade do solo e do terreno tambm influenciam no desenvolvimento da rvore, que pode no apresentar os critrios sanitrios necessrios. Os especialistas desaconselham at mesmo o uso da casca para fazer gelia de laranja-azeda.

Por que n

De fato, outras cidades espanholas, como Sevilha, tambm tem laranjeiras como plantas ornamentais em seu entorno urbano, e todos os anos so necessrios funcionrios pblicos e mquinas especializadas para fazer a colheita e limpar as ruas das frutas que caem.

Todos os anos, durante os meses de janeiro e fevereiro, o Servio Municipal de Jardinagem inicia a campanha de retirada das laranjas. Este procedimento pode ser manual e atravs de uma tcnica mecnica. Os tratores utilizados possuem sistema de vibrao que reduz a jornada de trabalho e proporciona maior rendimento sem danificar as rvores.

Aps a retirada, as laranjas so encaminhadas para a estao de tratamento de resduos. Com elas, criada uma compostagem que reintroduzida na agricultura local. Assim, esta fruta ganha uma segunda vida contribuindo para uma economia circular e sustentvel, atributos essenciais nos dias de hoje.

No Brasil, rvores carregadas de frutas so atraes das ruas tanto de Maring quanto de Londrina, no Paran. Em um passeio pela cidade, d para fazer a feira. Os moradores locais encontram sobretudo manga, mas tambm goiaba, ameixa, graviola e at jaca.

Uma mulher que mora ao lado da praa que tem uma das jaqueiras reclama que no d tempo da fruta amadurecer, porque a molecada est sempre de olho na rvore.

A grande quantidade de mangueiras nas ruas de Londrina e Maring, no Paran, o resultado de planejamentos urbanos histricos que focaram na arborizao, combinados com o clima favorvel da regio norte/noroeste do estado.

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Ambas as cidades, especialmente Maring, foram fundadas sob o conceito de “cidade-jardim” e planejadas para ter muito verde. No incio da dcada de 50, engenheiros agrnomos, como Luiz Teixeira Mendes em Maring, planejaram a arborizao intensa para criar tneis de rvores e sombras nas avenidas.

Mangueiras foram escolhidas por serem rvores de grande porte, resistentes e capazes de produzir sombra abundante em dias quentes, ajudando a refrescar o ambiente urbano.

O norte do Paran tem um clima propcio para a adaptao da mangueira, o que permitiu que elas crescessem rpido e produzissem frutos em abundncia.

Especialistas apontam que, antes de planos de arborizao mais modernos, muitas rvores, incluindo mangueiras, foram plantadas sem critrios tcnicos rigorosos, o que resultou na grande quantidade que vemos hoje.

Apesar da beleza e da sombra, a alta concentrao de mangueiras em vias pblicas traz desafios como frutas apodrecendo no asfalto, pois a quantidade maior que o consumo, gerando sujeira nas ruas e avenidas, principalmente no centro da cidade onde ningum desce do carro para apreciar uka manga.

Poda e manuteno so constantes para garantir a segurana dos pedestres e evitar danos fiao eltrica.

Atualmente, Maring est revisando seu plano de arborizao para substituir algumas dessas rvores por espcies que exijam menos manuteno em certas reas, priorizando espcies nativas.

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