Um sindicato de pilotos demonstrou preocupação com possíveis impactos trabalhistas de uma eventual entrada da Lufthansa na privatização da TAP Air Portugal
O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil de Portugal (SPAC) demonstrou preocupação com possíveis impactos trabalhistas de uma eventual entrada da Lufthansa no capital da TAP Air Portugal.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (25), por Hélder Santinhos, presidente do SPAC, em entrevista à agência portuguesa Lusa.
Apesar de evitar declarar preferência entre os potenciais investidores, Santinhos disse ter preocupação específica com a forma como a Lufthansa conduz relações trabalhistas.
Em abril, o SPAC enviou uma carta ao Ministério das Infraestruturas e Habitação de Portugal manifestando apoio à reprivatização da TAP, desde que os compradores apresentem “idoneidade sólida” nos aspectos técnico, financeiro e laboral.
No documento, o sindicato menciona preocupações relacionadas ao relacionamento da Lufthansa com o VC Cockpit, principal sindicato de pilotos alemães.
Segundo o SPAC, haveria “atitudes de desconsideração por acordos em vigor” e “táticas anti-sindicais pouco éticas” que poderiam afetar a estabilidade operacional e laboral da TAP após a privatização.
“Isto leva-nos a pensar que existe uma estratégia para neutralizar o poder dos sindicatos”, disse Santinhos. “A última coisa que a TAP precisa será da agitação laboral num período de pós-privatização.”
O processo de privatização da TAP continua em discussão pelo governo português, enquanto Lufthansa e Air France-KLM analisam a possível aquisição de participação na companhia aérea.
